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Meu segundo novo lar

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Pensamento

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cidadeCara

O príncipe ganhou o casamento com o Min-jae e perdeu o palácio no mesmo dia, tipo. Chamar o Carlos de servo e levar bronca do pai foi a primeira conta dessa vida nova chegando.

O príncipe ganhou o casamento com o Min-jae e perdeu o palácio no mesmo dia, tipo. Chamar o Carlos de servo e levar bronca do pai foi a primeira conta dessa vida nova chegando.

Conteúdo da publicação

Sexta-feira, 05/01/2024

Meu coração está acelerado. Eu não sei onde estou. Que lugar estranho é este? Quem são essas pessoas? Por que estão vestidas com roupas tão diferentes? Como vim parar aqui?

A única coisa de que me lembro é de ter ido para meus aposentos e adormecido.

Sinto meu corpo pesar, e então tudo fica escuro.

Minhas lembranças começam a voltar - principalmente dele, Kim Min-jae, meu amor. Lembro perfeitamente do momento em que o conheci. Quando o vi, senti meu coração aquecer, mesmo sendo um homem. Min-jae era educado e tratava todos com respeito, e foi isso que me fez apaixonar-me, mesmo sabendo que era proibido.

Nosso primeiro beijo foi um acidente, mas marcou nossas vidas. Min-jae tropeçou, e nós dois caímos no chão. Ele caiu sobre mim, e nossos lábios se tocaram. Nossos olhos se arregalaram. Estávamos sozinhos na biblioteca real.

Tentamos fingir que nada havia acontecido, mas foi impossível. O beijo mexeu conosco. Logo percebi que não era o único a sentir o coração disparar.

Depois disso, passamos a nos amar intensamente - até o dia de nossa morte.

Havia uma guerra. No meio do caos, o inimigo atravessou a espada em nós dois. Fomos empalados contra uma árvore.

A sensação do meu peito queimando volta com força.

Min-jae Puxa o punhal que estava escondido em suas vestes. Mira e atinje em cheio o peito do inimigo.

- Até o jeito como você me fere é suave. - diz Hyeon-um, enquanto puxa o punhal do próprio peito.

De repente, a espada é arrancada da árvore e voa diretamente para a mão dele.

- Aaaagh! - eu e Min-jae gritamos de dor quando a espada sai. Caímos para frente.

- Você é um assassino maldito. - digo com dificuldade.

- Infelizmente, eu me tornei um assassino. É a vida... uns nascem bons, outros nascem maus. - diz Hyeon-um, enquanto se aproxima. - Você causou todas essas mortes, Min-jae. Por que não quis fazer o feitiço para minha mãe?

- A sua mãe é um monstro. Eu nunca ajudaria aquela bruxa a causar mais mal às pessoas. - responde Min-jae.

- Minha mãe agora está morta por culpa de vocês. - diz Hyeon-um, cheio de remorso.

- Nós tivemos que pará-la. - digo, com dificuldade. - Ela estava louca, cheia de ódio... e matou pessoas inocentes.

- A minha mãe não é louca! - grita Hyeon-um, furioso. - Ela só se vingou das pessoas que a fizeram sofrer.

- E essas pessoas que vocês dizem ser inocentes carregam o sangue maldito daqueles que nos fizeram mal. - diz Hyeon-um, tomado pelo ódio.

Sua voz começa a falhar, e ele passa a dizer as palavras com dificuldade.

- O que... é isso? - murmura, com esforço.

Ele começa a cambalear.

De repente, cai de joelhos, suando frio.

- Não acredito... veneno... - murmura, com dificuldade, antes de tombar no chão.

Ele começa a sufocar até que, por fim, não se move mais.

- Conseguimos... - digo com esforço, apoiando o queixo no ombro de Min-jae. O sangue escorre de meus lábios e mancha suas vestes.

- Mas não estamos exatamente em boa forma, não é? - ele brinca, fraco.

- Eu não quero morrer - digo, chorando. - Quero ficar ao seu lado para sempre.

- Acho que só na próxima vida - diz Min-jae, virando o rosto com dificuldade. Ele também está chorando. - Promete que vai me encontrar?

- Eu prometo. Vou te encontrar, e nós vamos ser muito felizes - respondo.

- Príncipe herdeiro, você não pode se esquecer de mim. Precisa se lembrar de mim - diz Min-jae, baixando a cabeça. - Não se esqueça do nosso amor.

Ele fecha os olhos.

- Eu prometo... - sussurro, antes de fechar os meus também.

E tudo fica escuro.

Abro os olhos novamente e estou naquele lugar estranho de antes. Agora eu me lembro. Eu morri... e estou aqui. Então esta é a minha próxima vida?

O homem que vi assim que acordei... é ele. É Min-jae. É o meu amor. Agora eu me lembro.

Mas onde ele está?

Olho ao redor. Há uma mulher vestida de branco e um homem sentado em uma cadeira ao lado da cama.

- Ele acordou - diz a mulher de branco ao perceber que abri os olhos. - Vou chamar o doutor.

Ela sai apressada.

- Filho, você finalmente acordou! - diz o homem, aliviado, aproximando-se de mim.

- Então você é meu pai? - pergunto.

- Sim - responde ele, emocionado.

- Onde está o homem que estava aqui mais cedo? - pergunto, ansioso.

- Você está falando do Ariel? - diz meu pai, arqueando a sobrancelha. - Ele foi para casa tomar banho e trocar de roupa.

- Eu quero vê-lo - digo, apreensivo, enquanto tento me levantar de onde estava deitado.

- Calma, filho. Ele voltará em breve - responde meu pai, tentando me conter.

Nesse momento, um homem entra no quarto.

- Como está se sentindo? - pergunta ele.

- Eu quero ver o Ariel - insisto.

- Victor, acalme-se - diz o homem.

- Victor? - repito, confuso.

- Sim, esse é o seu nome. Você é Victor Castellani - explica meu pai.

Então esse é meu novo nome. Eu não sou mais o príncipe herdeiro Yi Do-hyun. Agora sou Victor Castellani. É um nome estranho... mas é o meu nome nesta vida.

- Vamos tomar um pouco de ar - diz meu pai, ajudando-me a levantar.

Esse novo pai parece mais carinhoso e gentil. Meu antigo pai, o rei, era um homem frio e distante.

Enquanto caminhamos, ele me explica muitas coisas. Fala sobre Min-jae - que agora se chama Ariel.

Nós somos casados.

Ainda não consigo acreditar. Nesta vida, dois homens podem se casar. Mesmo sem lembranças, nós nos reencontramos... e ficamos juntos novamente.

Olho-me através do reflexo da parede. Neste lugar, há muitas superfícies que parecem grandes espelhos. Observo-me atentamente. Estou tão diferente... É o mesmo rosto, mas ao mesmo tempo não é. As roupas são estranhas, e meu cabelo está curto.

- Senhor! - diz um homem, correndo na minha direção. - Finalmente encontrei o senhor! - completa, ofegante.

- Quem é você? - questiono.

- Este é Carlos, seu secretário - explica meu pai.

- Mas o que é um secretário? - pergunto, confuso.

- Fui contratado para ajudá-lo com sua agenda - responde Carlos, ainda tentando recuperar o fôlego. - Estou aqui para auxiliá-lo no que o senhor precisar.

- Então você é meu servo - digo, naturalmente.

- Não use esse termo. É bastante ofensivo - repreende meu pai.

- Senhor, o senhor Ariel está procurando pelo senhor - informa Carlos.

- Min-jae... - digo, quase em um sussurro. - Ariel - corrijo-me, abrindo um leve sorriso. - Onde ele está?

- Ele está no seu quarto - responde Carlos.

- Quarto? - repito, confuso.

- Nos seus aposentos - corrige meu pai.

- Ah, sim! - exclamo, contente, enquanto corro na direção dos meus aposentos.

Meu coração acelera.

Finalmente vou rever o meu amor.

Entro nos meus aposentos e vejo Min-jae deitado no mesmo lugar onde eu estava antes. Ele está dormindo.

Aproximo-me lentamente e fico observando-o em silêncio. Ele está como antes... apenas com roupas diferentes e o cabelo mais curto. Mas nada disso muda o fato de que continua lindo.

Inclino-me devagar em direção ao seu rosto.

- Estou aqui... Eu cumpri minha promessa - sussurro, antes de lhe dar um beijo.

Seus lábios continuam os mesmos.

Macios.

#romanceviral

Thoughts

  • deixoumarca

    O Ariel vai acordar com esse beijo achando que o Victor piorou da pancada, já que pra ele o marido segue naquele quadro que o médico falou. Quero ver quem convence quem primeiro.

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  • cidadeCara

    O príncipe ganhou o casamento com o Min-jae e perdeu o palácio no mesmo dia, tipo. Chamar o Carlos de servo e levar bronca do pai foi a primeira conta dessa vida nova chegando.

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