Li pra minha avo a parte da mae vendo o vestido dela comido de cupim e a Dani dizendo que ia consertar. Ela mandou repetir e disse que vestido de mae a gente remenda com o que tiver em casa
Meu namorado fantasma capítulo 6
Pensamento
Li pra minha avo a parte da mae vendo o vestido dela comido de cupim e a Dani dizendo que ia consertar. Ela mandou repetir e disse que vestido de mae a gente remenda com o que tiver em casa
Conteúdo da publicação
Domingo, 12 de maio de 2024
Meus pais logo surgem atravessando a parede. Eles ficam em choque assim que veem o vestido destruído.
- Aquela mulher é um monstro mesmo - diz minha mãe, revoltada. - Eu já estava desconfiando daquela bondade repentina dela.
Olho para meu pai, mas ele não consegue me encarar nos olhos. Ele parece estar se sentindo muito culpado.
- Eu fui muito inocente - digo enquanto enxugo as lágrimas. - Não devia ter acreditado nela.
- Parece que a bruxa esqueceu de trancar a passagem que leva ao jardim - diz meu pai ao surgir ao meu lado.
- Filha, ainda há esperança. Você pode ir à festa - diz minha mãe, tentando me animar.
- Com que roupa? - pergunto frustrada enquanto olho para o vestido destruído. - E, além disso, a bruxa vai surtar quando me vir na festa.
- Faça um vestido, minha filha - diz minha mãe com determinação enquanto tenta tocar meu rosto. - Você é tão talentosa.
- Filha, tem cola quente aqui - diz meu pai, apontando para uma prateleira.
- Mesmo que eu consiga fazer um vestido e ir até lá, a bruxa vai surtar assim que me vir - digo frustrada enquanto me levanto.
- Minha filha, por favor, não deixe essa mulher destruir os seus sonhos - pede minha mãe, tentando segurar minhas mãos.
- Sua mãe tem razão, filha - concorda meu pai firmemente.
Não digo nada. Apenas caminho até a prateleira.
Ali havia uma pistola de cola quente, vários bastões de cola e muitas folhas de papel. Mas algo chama minha atenção.
Um grande baú.
Me abaixo lentamente e o abro.
Dentro dele havia vários materiais de costura e, entre eles, um vestido antigo.
Mas ele estava completamente destruído pelos cupins.
- Esse vestido era meu... - diz minha mãe emocionada enquanto se aproxima. - Meu maior sonho era ver você vestindo ele.
Olho novamente para o vestido.
Mesmo destruído, ainda consigo imaginar o quanto ele devia ser lindo.
- Pois a senhora vai ver - digo com determinação. - Porque eu vou consertar esse vestido e usá-lo na festa.
Meus pais começam a comemorar animados.
Começo a tirar os materiais de costura do baú e, entre eles, encontro uma máscara de baile.
Ela é linda.
Só que está quebrada.
Mas isso não importa.
Eu também vou consertá-la.
Pego uma tesoura que estava dentro do baú e começo a cortar as partes do vestido que tinham sido destruídas pelos cupins.
- Meu vestido era tão branquinho... agora está velho e encardido - diz minha mãe, me observando cortar o tecido.
- Tive uma ideia perfeita! - digo empolgada. - Vou usar cola quente para cobrir todos os buracos com papel.
- Tem certeza de que isso vai dar certo? - pergunta meu pai, preocupado. - Não vai ficar estranho?
- Tem um monte de jornal aqui, filha - diz minha mãe, flutuando mais acima, perto da prateleira. - Bem lá no alto.
- Perfeito! - digo enquanto pegava a pistola de cola quente. - Tomara que essa tomada ainda esteja funcionando.
Conecto o cabo na tomada.
- Filha, você está me ouvindo? - insiste meu pai.
- Confie nas minhas habilidades, papai - respondo com convicção.
Subo na prateleira e pego uma pilha de jornais empoeirados. Levo tudo comigo.
Assim que a pistola esquenta, começo a colar os jornais por todo o comprimento do vestido. Dobro o papel cuidadosamente para que não fique estranho. Também ajusto os ombros do vestido e adiciono alguns detalhes.
Depois pego a tesoura e recorto várias borboletas, colando cada uma com cuidado.
Encontro algumas tintas dentro do baú e começo a pintar diversos detalhes. Como não havia pincéis, uso as próprias mãos.
- Filha, está ficando lindo! - diz meu pai, encantado.
- É claro que está - responde minha mãe, orgulhosa.
De repente, escuto passos descendo as escadas. Minha mãe rapidamente atravessa a parede para ver o que estava acontecendo.
- Sujou! - diz ela com urgência. - A bruxa está vindo.
Rapidamente, coloco o vestido dentro do baú junto com todos os materiais. Logo em seguida, escuto a porta sendo destrancada.
Minha madrasta entra acompanhada das filhas. As três estavam elegantes, usando vestidos luxuosos e lindas máscaras no rosto.
- E então? Como eu estou? - pergunta Beatrice arrogantemente enquanto dá uma volta.
- Quer mesmo que eu responda? - digo com a voz cansada.
- Vamos chegar às onze horas - diz minha madrasta com um sorriso debochado. - Ah, e obrigada pelo convite. - acrescenta, estendendo a mão e revelando o meu convite entre os dedos.
- Esse convite é meu! - digo, revoltada.
- Não sei o que deu no Sebastião para convidar você - comenta Beatrice com desprezo.
- E qual é o problema de eu ter sido convidada? - rebato firmemente.
- Porque você é inferior a nós - diz Beatriz com nojo enquanto me encara.
- Eu inferior? - pergunto em tom de deboche. - Por acaso fui eu quem se casou às pressas só para fugir da pobreza?
- O que você disse? - pergunta minha madrasta, incrédula.
- Foi exatamente o que a senhora ouviu - respondo com firmeza. - A senhora se casou com meu pai porque estava falida e sem um centavo.
Olho para as duas irmãs e continuo:
- Vocês não nasceram em berço de ouro. Já eu... nasci.
Então encaro Beatriz diretamente.
- Agora me diz, Beatriz... quem é a inferior aqui?
- Como se atreve?! - grita Beatriz, tentando avançar em mim.
Mas sua mãe a impede.
- Já chega! - diz minha madrasta, erguendo a mão.
Ela se aproxima lentamente, com os olhos faiscando de raiva.
- Parece que você está bem valente hoje, não é? - diz, me olhando com desprezo. - A partir de agora, você vai dormir aqui neste porão.
- A senhora não pode fazer isso! - digo, indignada.
Minha madrasta apenas sorri.
Sinto meu sangue ferver.
- Vamos, meninas - diz ela enquanto caminha em direção à porta.
- Bons sonhos - debocha Beatrice antes de sair do porão.
- Usa o baú como travesseiro - acrescenta Beatriz, soltando uma gargalhada.
As três saem.
E, mais uma vez, me trancam ali.
- Filha, ela levou o seu convite! - diz minha mãe, desesperada. - Como você vai entrar na festa agora?
- Não se preocupe, mamãe - digo após respirar fundo. - O Sebastião convidou a escola inteira. Acho que consigo entrar mostrando minha carteirinha de estudante.
- Filha, você não pode aceitar uma coisa dessas! - diz meu pai, revoltado. - Você não pode simplesmente aceitar ficar dormindo nesse porão.
- O que o senhor quer que eu faça, papai? - pergunto, já começando a chorar. - Eu não posso fazer nada além de aceitar.
Tiro o vestido do baú e o abraço com força.
- Estou tão cansada... - digo enquanto aperto o vestido contra o peito. - Só quero que meu aniversário chegue logo para eu finalmente sair desse pesadelo.
Respiro fundo e pego a pistola de cola quente.
Pego a máscara e começo a consertá-la. Em seguida, recorto papéis e adiciono vários detalhes nela. Depois visto o vestido e continuo acrescentando mais detalhes de papel ao tecido.
- Filha, você está tão linda... - diz minha mãe com um sorriso emocionado.
Pego um espelho que estava guardado dentro do baú.
- Tenho que dar um jeito no meu cabelo, senão aquelas cobras vão me reconhecer - digo enquanto me observo no espelho.
Olho para a tinta e uma ideia surge imediatamente na minha mente.
Pego a tinta preta e começo a pintar todo o meu cabelo.
É tinta de pintura, então vai sair assim que eu lavar.
- Filha, você está toda suja de tinta - comenta minha mãe, preocupada.
- Eu vou me limpar na torneira do jardim - respondo enquanto coloco a máscara. - Só preciso me lembrar de lavar o cabelo antes de voltar para cá, senão a bruxa vai descobrir.
Olho novamente para o espelho.
Meus olhos se arregalam.
- Nossa... eu fiquei irreconhecível - digo, chocada.
Meu vestido estava lindo. Totalmente coberto por detalhes de papel, com desenhos feitos à tinta tanto no vestido quanto na máscara.
Saio discretamente pela passagem que leva ao jardim. Olho para todos os lados; preciso ser cautelosa para não ser vista por nenhum dos empregados.
Vou até a torneira e limpo a tinta que estava espalhada pelo meu rosto e pelas mãos. Depois sigo até a janela do meu quarto e subo pela sacada.
Troco meus sapatos, pego dinheiro para o táxi e também minha carteirinha de estudante.
Pouco tempo depois, pego um táxi e sigo para o hotel onde aconteceria a festa de aniversário do Sebastião.
Quando chego, fico impressionada.
O lugar estava lotado.
Havia pessoas entrando por todos os lados, todas usando roupas elegantes e máscaras luxuosas.
Me aproximo da entrada, um pouco receosa, segurando minha carteirinha de estudante entre os dedos.
Converso com os seguranças. Eles verificam meu nome na lista e, logo em seguida, me deixam entrar.
- Eu consegui... - murmuro aliviada ao passar pela entrada.
Será que Evelyn e Ariel já chegaram?
Quando me aproximo da porta principal que dava acesso ao salão de festas, percebo que havia outro segurança parado ao lado da entrada.
- Qual é o seu nome, senhorita? - pergunta ele, olhando para mim.
- Nome? - repito, apreensiva.
- Sim. Preciso anunciar a chegada dos convidados - explica ele enquanto mostra o microfone em sua mão.
Meu coração dispara.
E agora?
Se eu disser meu nome... aquelas cobras vão me reconhecer.
- Tem que ser meu nome mesmo? - pergunto, começando a ficar desesperada.
- Você tem algum apelido? - pergunta o segurança, me olhando com curiosidade.
Penso por alguns segundos. Olho para minha roupa e, de repente, uma ideia surge na minha mente.
- Princesa de Papel - sussurro no ouvido dele.
O homem solta uma pequena risada.
- O que foi? É tão ruim assim? - pergunto sem graça.
- Não - responde o segurança, voltando a ficar sério. - É só diferente de todos os nomes que anunciei hoje.
- Princesa de Papel! - anuncia o segurança no microfone enquanto eu atravesso a entrada.
Assim que entro no salão, várias pessoas direcionam o olhar para mim.
- Nossa, que vestido lindo... - murmuram algumas pessoas.
Começo a caminhar pelo salão à procura de Evelyn e Ariel, mas o lugar era gigantesco.
Enquanto ando, acabo me deparando com elas.
Minha madrasta e suas filhas.
As três olham diretamente para mim.
Um arrepio percorre minha espinha.
Será que elas me reconheceram?
- Pierrot! - escuto o segurança anunciar.
- O quê? - murmuro, chocada ao ouvir aquele nome.
Viro-me rapidamente para olhar.
Meu coração dispara imediatamente.
Assim que meus olhos encontram a entrada...
É ele.
É o Luiz.
- Amor... - murmuro em choque, levando a mão ao peito.
Era Luiz, vestido como seu personagem, Pierrot. Seu rosto estava coberto por maquiagem branca, com detalhes pretos ao redor dos olhos e dos lábios.
Ele sorri assim que me vê.
Então começa a caminhar lentamente em minha direção.
- Boa noite, bela dama - diz Luiz, tirando o chapéu e fazendo uma reverência.
Ele me encara com os olhos brilhando.
É ele.
O meu amor.
O meu namorado fantasma finalmente voltou para mim.
Um alívio enorme invade meu peito.
Agora vou poder partir com ele... junto com meus pais... para bem longe daqui.
Thoughts
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PermalinkA Dani lembrando a madrasta que ela casou falida e a mulher responde mandando dormir no porão. Perdeu a discussão e apelou.
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PermalinkLi pra minha avo a parte da mae vendo o vestido dela comido de cupim e a Dani dizendo que ia consertar. Ela mandou repetir e disse que vestido de mae a gente remenda com o que tiver em casa
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