Nuvens cinzas chocam-se e depois choram, encharcando todo mundo.
Então os mares brigam, gritam e fazem nascer ondas colossais.
De repente o tempo muda, não mais nubla, nem onda tem mais.
A tempestade passou, que foi que de ti restou? Andas quase moribundo.
Tu imploras rezas, faz tua prece e pede pressa, desespero cresce.
Não melhora, só padece e replica o que fazem, o que te adoece.
A tatuagem deixa marca em sua pele e apodrece, tu és jovem.
Desdém da vida, é chegada a sua hora de partida, tristeza convém.
Aprendes a ficar sem, finges que está tudo bem, mas és refém.
Então eu te pergunto: O que é que resta, para do frio, lhe aquecer?
E se não há razões para viver, nem para vir me ver, me diga, meu bem
Quem é você, quando até quem mais te amou, um dia apenas se esquecer?