Me sinto são, à beira de um abismo.
Encaro os seus olhos de terra e mato.
Será que esse seria um ato de heroísmo?
Confesso que não sei ao certo o final disso.
Mas, sigo, persisto, continuo a observar.
Quanto tempo faz? Eu nem consigo recordar.
Por que não partir e ir de encontro ao mar?
Quem sabe seja o pavor de lá me encontrar.
Se a razão pela qual vivo, é me reencontrar
Reinventar todos os dias uma nova maneira de me amar.
Bela e fatal a sua armadilha, querido abismo.
Caí, envolto em braços seus. Culpa desse meu egoísmo.