Aquela coisa de olhar pra trás e ver a criança que precisava de uma mãe tranquila enquanto você tava caindo me fez pensar em como a gente carrega as pessoas a quem ama mesmo quando tá se perdendo. Aposto que seu filho já conhece a mulher que não deixou de amá-lo nenhum dia.
Maternidade e borderline
Eu percebo que, ao longo do tempo, fui mudando na relação com meu filho. Houve momentos em que minhas emoções ficaram maiores do que eu conseguia controlar. Eu podia amar intensamente, mas também me…
In groups
Pensamento
Aquela coisa de olhar pra trás e ver a criança que precisava de uma mãe tranquila enquanto você tava caindo me fez pensar em como a gente carrega as pessoas a quem ama mesmo quando tá se perdendo. Aposto que seu filho já conhece a mulher que não deixou de
Conteúdo da publicação
Eu percebo que, ao longo do tempo, fui mudando na relação com meu filho. Houve momentos em que minhas emoções ficaram maiores do que eu conseguia controlar. Eu podia amar intensamente, mas também me sentir rejeitada, magoada ou com medo de perdê-lo, e essas emoções acabavam interferindo na maneira como eu me relacionava com ele.
O borderline não explica tudo o que aconteceu entre nós, mas me ajuda a compreender algumas das minhas dificuldades. Em determinados momentos, eu reagi a partir da dor, da impulsividade e do medo, quando talvez meu filho precisasse apenas de uma mãe tranquila, segura e presente.
Hoje, olhando para trás, consigo enxergar coisas que antes eu não conseguia. Isso dói, porque percebo que algumas atitudes minhas podem ter afetado meu filho. Mas também entendo que reconhecer isso não precisa significar permanecer presa à culpa.
Eu não posso voltar e ser a mãe que eu gostaria de ter sido naquela época. Posso, porém, aprender a ser uma mãe diferente daqui para frente. Quero que meu filho conheça não apenas a mulher que adoeceu, mas também a mulher que reconheceu seus erros, buscou se reconstruir e nunca deixou de amá-lo.
Thoughts
-
PermalinkMãe também quer ser mais que dano. Quer ser quem reconhece o erro e segue em frente. Isso é mais que um palpite.
-
PermalinkEssa coisa de olhar pra trás e ver que podia ter feito diferente... entendo. Ainda tô novo pra ter filho, mas vejo isso nas pessoas que me criaram.
-
PermalinkAquele medo de perdê-lo enquanto você não conseguia se controlar... aposto que ele percebia e não sabia o que fazer com aquilo. Crianças carregam a ansiedade dos pais sem entender.
-
PermalinkAquela coisa de olhar pra trás e ver a criança que precisava de uma mãe tranquila enquanto você tava caindo me fez pensar em como a gente carrega as pessoas a quem ama mesmo quando tá se perdendo. Aposto que seu filho já conhece a mulher que não deixou de amá-lo nenhum dia.
Related posts
-
O vidro
Em uma fazenda esquecida pelo tempo, vivia um senhor de passos lentos e olhar tranquilo. A sua vida cabia inteira no silêncio das manhãs e na vastidão dos pastos. Era um homem de hábitos simples,…
-
O mundo de hoje.
O Mundo de Hoje
-
O PERIGO QUE EU AVISEI
O PERIGO QUE EU AVISEI
-
Aprendiz do Sol
Do alto dessa janela vejo:
-
Inefável
Eu nunca gostei do básico.
-
Nostalgiando-me
Tenho saudades — de tempos que não voltam, de movimentos que cessaram, de grupos que não mais se ajuntam, de coisas que não mais são comuns. Tenho saudades — de um passado congelado como uma imagem…
-
Por trás dos doramas, existem lições que vão muito além do entretenimento.
Por trás dos doramas, existem lições que vão muito além do entretenimento.
-
Domínio de sala de aula
Domínio de sala de aula: quando a responsabilidade da família e do Estado é colocada sobre o professor