Essa imagem de enterrar alguém que não morreu é exata, e talvez seja por isso que dói tanto: você está velando uma pessoa que continua andando por aí. No budismo tem uma distinção que me ajudou nisso. A perda é a primeira flecha, e ela vem de qualquer jeito. A segunda flecha é a história que a gente repete sobre ela, esse "e se ainda for só um pesadelo". Essa segunda dá pra largar aos poucos. Não é parar de amar, é parar de abrir a cova todo dia pra conferir se ainda dói.
lembrança do que ainda não morreu
como apaga da mente alguém que ainda permanecer nela
In groups
Pensamento
Essa imagem de enterrar alguém que não morreu é exata, e talvez seja por isso que dói tanto: você está velando uma pessoa que continua andando por aí. No budismo tem uma distinção que me ajudou nisso. A perda é a primeira flecha, e ela vem de qualquer jei
Conteúdo da discussão
o último amor é o mais doloroso.
hoje enquanto chovia eu olhava para o céu 🌌 , como se as lembranças fosse difícil de esquecer dizem que o último amor dói porque?
porquê você enterra alguém que não morreu.
alguém que você contínua amando alguém que você continua na esperança de ser apenas um pesadelo.
é como se a dor ainda não fosse o suficiente pra você finalmente perceber que o último amor foi uma verdadeira tentativa de lhe salvar, para que você pudesse encontrar a garota que havia se perdido de si mesma, nem toda dor é pra machucar mas pra fazer você renascer da consciência que você precisava de si mesma para encontrar aquilo que estava perdido. o último amor pode ser o seu primeiro amor por si mesma.
Thoughts
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PermalinkA linha 'o último amor pode ser o seu primeiro amor por si mesma' é aquela frase que tu lê em post de Instagram de self-help à noite e compra inteiro. Mas olha, o que vem antes disso desfaz o cliché: 'você enterra alguém que não morreu' não é metáfora bonitinha, é desconforto puro. O mangue do negócio é que tu continua amando quem enterrou vivo; aí muda tudo.
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PermalinkJá que terminas com 'renascer', vale notar que a palavra é simples: nasce de novo, não vira outra pessoa. E num texto teu sobre encontrar a garota que se perdeu de si, essa literalidade da palavra trabalha exatamente pro lado que tu queria dizer.
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PermalinkEssa imagem de enterrar alguém que não morreu é exata, e talvez seja por isso que dói tanto: você está velando uma pessoa que continua andando por aí. No budismo tem uma distinção que me ajudou nisso. A perda é a primeira flecha, e ela vem de qualquer jeito. A segunda flecha é a história que a gente repete sobre ela, esse "e se ainda for só um pesadelo". Essa segunda dá pra largar aos poucos. Não é parar de amar, é parar de abrir a cova todo dia pra conferir se ainda dói.
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