Uau, a cartomante 🔮
Lembrança
Pensamento
Uau, a cartomante 🔮
Conteúdo da publicação
Não deveria Eu
Sucumbir a estafa
Que me foi imposta pela massa
Sobrevivente deste ser?
Não deveria Eu
Seguir a sabedoria
Da velha filosofia
De ser ou parecer?
Em que mundo aguarda
Aquela velha, fina e parca
Faísca inebriante
Revelada por um instante
O que um dia, já fui eu?
Onde será que agora habita
A bela e exímia sinfonia
Que me tornava perfeita amante
Que no mundo se perdeu?
Queria Eu, estar em êxtase
Para o meu mais puro deleite
Emaranhada em seus braços
Como a vinha abandonada
De um castelo Português
Infelizmente minha sina
Me trai com a dor mais fria
Minha mente alucina
Com tamanha estupidez
Será que é pedir bastante?
Será esse meu erro constante?
De amar-te de forma igual
As cartas da cartomante?
Eu já não saberia dizer
Pois o que vejo em você
E o espelho que a minha alma
Se cansou de esconder
Deixe-me então, gozar em euforia
De sua companhia
Enchendo-me da alegria
De apenas estar e ser
De te amar como uma prece
Devotando todos os dias
De joelhos, em honraria
A liberdade que me concedes
Thoughts
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PermalinkA vinha abandonada num castelo português é coisa que se vê mesmo, há muros inteiros tapados dela. Gostei de a encontrar no meio de um poema de amor.
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PermalinkComparar o amor com as cartas da cartomante me fez pensar em como a gente volta pra mesma pessoa do jeito que volta pra uma previsão, sabendo que pode dar errado e indo mesmo assim. Aposto que esse poema ficou um tempo guardado antes de você decidir postar. Fico contente que tenha vindo pra cá!
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PermalinkUau, a cartomante 🔮
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