Fomos longe, mas o mundo ainda está perto.
Nossos pensamentos, juízos olhares risos – tudo
pareceu-lhe um perjúrio e
como escapar daquela a quem nada escapa?
Somos fugitivos, mas fugimos de modo inútil.
Nosso ser, corpo coração alma tudo:
Quem somos nós?
Onde estará o menino de outrora e que será do decrépito velho?
Menino e velho
De mãos dadas
Riem do indigente passante,
mas temos um livro,
a terra, o céu, o sol e a lua – tudo.
Temos o mundo para não sermos demasiado mundo.
Mas o que é o mundo
Se não a somatória de outros mundos?
Todo tudo, aniquilado em mundo; mas não ainda nós.
Somos exorbitantemente nós para sermos outros.
Não somos nada para ousarmos ser tudo
E nos ousamos ser tudo para fugir do nada.