Não deveria Eu
Sucumbir a estafa
Que me foi imposta pela massa
Sobrevivente deste ser?
Não deveria Eu
Seguir a sabedoria
Da velha filosofia
De ser ou parecer?
Em que mundo aguarda
Aquela velha, fina e parca
Faísca inebriante
Revelada por um instante
O que um dia, já fui eu?
Onde será que agora habita
A bela e exímia sinfonia
Que me tornava perfeita amante
Que no mundo se perdeu?
Queria Eu, estar em êxtase
Para o meu mais puro deleite
Emaranhada em seus braços
Como a vinha abandonada
De um castelo Português
Infelizmente minha sina
Me trai com a dor mais fria
Minha mente alucina
Com tamanha estupidez
Será que é pedir bastante?
Será esse meu erro constante?
De amar-te de forma igual
As cartas da cartomante?
Eu já não saberia dizer
Pois o que vejo em você
E o espelho que a minha alma
Se cansou de esconder
Deixe-me então, gozar em euforia
De sua companhia
Enchendo-me da alegria
De apenas estar e ser
De te amar como uma prece
Devotando todos os dias
De joelhos, em honraria
A liberdade que me concedes