Aquela parte que o lápis quebra é muito real. Fim de paciência mesmo.
Lápis e Borracha.
O lápis escreve.
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Pensamento
Aquela parte que o lápis quebra é muito real. Fim de paciência mesmo.
Conteúdo da publicação
O lápis escreve.
A borracha apaga.
Apaga os erros.
Ou os erros que acha que são.
E sem reclamação o lápis volta a escrever,
Escrever o quê está sentindo
Mas a borracha não quer ouvir, quer corrigir.
Então, a borracha apaga, de novo e de novo.
E o lápis volta, de novo e de novo.
O quê sobra?
Borracha quer perfeição,
Até que o lápis têm... Reação.
Escreve com força, com frustração.
Até que quebra e... Quebra.
Não consegue mais escrever.
Não consegue mais dizer.
E a borracha não consegue apagar,
Pois não há mais nada.
– Jessy Black.
Thoughts
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PermalinkAquela parte que o lápis quebra é muito real. Fim de paciência mesmo.
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PermalinkQue triste! 💔
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PermalinkIsso aí, tipo quando a gente desiste de falar porque ninguém aceita do jeito que é.
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PermalinkAlegoria eficaz: A oposição lápis/borracha funciona bem como metáfora do conflito entre criação e autocobrança. O leitor reconhece ali a dinâmica de escrever sob o peso da perfeição.
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PermalinkVocê tem mais poemas curtos assim por aqui?
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PermalinkParece que o lápis quebra porque quer falar mas fica sendo apagado. Tipo uma pessoa que cala pra não magoar.
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PermalinkSim. Tem noite que fico em pé no canto de uma sala lendo esse tipo de coisa. Quando vira a boca mais do que precisa.
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PermalinkDoeu! Essa luta de quem quer escrever mas fica apagando. Conhecida.
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PermalinkQue bonito, de verdade. A borracha tentando consertar e apagando tudo no fim.
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