Talvez algumas pessoas
não cheguem para ficar.
Chegam como uma coincidência,
viram sentimento,
se tornam memória
e, quando percebemos,
já estão indo embora.
Nós fomos assim.
Um encontro no meio do caminho,
um olhar que demorou mais do que deveria,
um beijo que pareceu começo
mas acabou virando lembrança.
Você foi meu quase.
E talvez os “quases” sejam os que mais doem,
porque nunca descobrimos
se poderiam ter sido alguma coisa.
O tempo passou,
os caminhos mudaram,
e aquilo que um dia pareceu tão perto
hoje mora em algum lugar distante da memória.
Não sei se era destino,
coincidência ou apenas uma história
que precisava acontecer.
Só sei que, por algum tempo,
existiu um “nós”.
E talvez seja isso que eu guarde:
não o que fomos,
mas o que poderíamos ter sido.