O lápis escreve.
A borracha apaga.
Apaga os erros.
Ou os erros que acha que são.
E sem reclamação o lápis volta a escrever,
Escrever o quê está sentindo
Mas a borracha não quer ouvir, quer corrigir.
Então, a borracha apaga, de novo e de novo.
E o lápis volta, de novo e de novo.
O quê sobra?
Borracha quer perfeição,
Até que o lápis têm... Reação.
Escreve com força, com frustração.
Até que quebra e... Quebra.
Não consegue mais escrever.
Não consegue mais dizer.
E a borracha não consegue apagar,
Pois não há mais nada.
– Jessy Black.