O tempo me mostrou
Que as cordas são espaços
Entre o vão e a loucura.
Acostumei-me a atravessar a rua
Sem olhar para os lados.
As rachaduras eram ocupadas
Por pequenas flores, pequenas curas,
Pequenas farturas.
O juiz passou a ser a criança
Que não inspirava confiança,
Esperando apenas o doce.
Visível era sua petulância.
Cadernos velhos sobre a mesa,
Cobertos por poeira e incertezas.
Do lado de fora, um assobio:
Um recado de um velho amigo
Ou o chamado de um desconhecido.