Às 2:47 da madrugada, Pedro recebeu uma mensagem de um número desconhecido:
“Você quer conhecer o Ronald?”
Ele achou que fosse uma brincadeira.
Respondeu:
“Sim.”
A mensagem seguinte chegou imediatamente:
“Então vá ao McDonald’s mais próximo. Ele está esperando.”
Pedro riu, pegou o carro e foi até o restaurante.
Quando chegou, todas as luzes estavam apagadas.
Menos uma.
A placa do McDonald’s brilhava no estacionamento vazio.
Pedro entrou.
— Tem alguém aí?
Silêncio.
Então ouviu uma risada.
“Hahahahaha...”
Pedro congelou.
No fim do corredor estava ele.
Ronald McDonald.
Mas havia algo errado.
O rosto branco estava rachado.
O sorriso era grande demais.
E seus olhos não piscavam.
— Você veio! — disse Ronald.
Pedro tentou correr.
A porta estava trancada.
Ronald começou a andar lentamente em sua direção.
Toc... toc... toc...
Seus sapatos vermelhos batiam no chão.
— Por que está com medo?
Pedro não respondeu.
Ronald parou a poucos centímetros dele.
Então inclinou a cabeça.
— Porque você descobriu o segredo?
— Que segredo?
Ronald sorriu ainda mais.
— O restaurante nunca fecha.
As luzes se apagaram.
Pedro ouviu uma última gargalhada.
Na manhã seguinte, os funcionários encontraram o restaurante completamente vazio.
A única coisa sobre o balcão era o celular de Pedro.
A tela estava ligada.
Havia uma nova foto na galeria.
Era uma fotografia de Pedro sentado em uma mesa do McDonald’s.
Ao lado dele estava Ronald.
Os dois estavam sorrindo.
E, atrás deles, havia dezenas de outras pessoas.
Todas desaparecidas.
No verso da foto estava escrito:
“Obrigado por fazer parte da família.”