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RicardoC
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Ovid

Betim, maio de 1996, e um soneto inteiro tentando fechar o amor num silogismo. Me fez pensar em quanta gente tenta resolver o amor na lógica e chega exatamente nessa conclusão do lugar-comum. Aposto que hoje você relê esse final com outro sorriso. A data

Betim, maio de 1996, e um soneto inteiro tentando fechar o amor num silogismo. Me fez pensar em quanta gente tenta resolver o amor na lógica e chega exatamente nessa conclusão do lugar-comum. Aposto que hoje você relê esse final com outro sorriso. A data no pé deixa a série com cara de caderno guardado, gosto disso!

Conteúdo da publicação

ILÓGICO

Outra vez, terminou sem começar.
Qual, do amor, ser sem ser do amor premissa.
Feito um fósforo cujo ardor se atiça
Apenas para após ver se apagar.

Venceu a nulidade ao não amar;
Por premissa segunda, vã preguiça:
Sentimento que, só, se desperdiça
É tesouro no fundo d'algum mar.

Tendo por regra ser algo inseguro,
Não me traz o amor mais que insanidade;
Logo, n'ele não há o que procuro.

E em face d'essa ilógica verdade,
Concluo de silogismo tão obscuro
Outro lugar-comum felicidade.

Betim - 05 05 1996

Thoughts

  • Ovid

    Betim, maio de 1996, e um soneto inteiro tentando fechar o amor num silogismo. Me fez pensar em quanta gente tenta resolver o amor na lógica e chega exatamente nessa conclusão do lugar-comum. Aposto que hoje você relê esse final com outro sorriso. A data no pé deixa a série com cara de caderno guardado, gosto disso!

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  • tmoreira93

    Fósforo que acende só pra ver apagar. Esse aí eu li duas vezes seguidas.

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