Não busco o brilho do ouro reluzente,
Nem a vaidade que o orgulho traz;
Prefiro o tempo em que vivia em paz,
Com o pouco que bastava à nossa gente.
Lembro a varanda e o café fervente,
A simplicidade que a memória faz,
O chão de terra e o cantar capaz
De acalmar a alma tão suavemente.
Que a ostentação não turve a minha estrada,
Nem apague o valor das coisas singelas,
Que moldaram o meu peito no passado.
Pois na modesta mesa abençoada,
Na luz antiga vinda das janelas,
Encontro o meu tesouro mais sagrado.
Gessé, 15/09/2026