Pular para o conteúdo
Carregando…

GUERRA DE MELODIAS

RicardoC
Pública 15 conversas 20 pensamentos 30 votos positivos 0 voto negativo 1 série

GUERRA DE MELODIAS

Em séries

In groups

Pensamento

Pensamento

HoracioMelo

Marsyas não tinha chance desde o começo. A gente via que Apolo não ia deixar perder.

Marsyas não tinha chance desde o começo. A gente via que Apolo não ia deixar perder.

Conteúdo da publicação

GUERRA DE MELODIAS 

Grã Calíope, recordo em músicas grande Épico
Onde Mársias e Apolo apostam o mor efeito
Quem obtém... Ou quem toca ainda mais perfeito
E qual melhor compõe... Ou mesmo o senso estético

Apolo faz ouvir d’uma ária o tom profético,
Mas Mársias, com um trote alegre, pôs afeito
Todo aquele conselho, em cujo alto conceito,
Fora elevado enfim sob o seu ar magnético.

Após, cantando, Apolo a todos arrebata.
Visto que une a poesia à música no encanto,
Somando voz e lira em plena serenata.

Mársias contesta então: Não usara ele o canto!
Apolo diz que igual com boca e dedos trata...
Vencedor, suplicia o vil por ousar tanto.


* * *

Thoughts

  • brunocosta

    A inevitabilidade toda dessa história. Marsyas tinha que perder, e tinha que sofrer.

    Permalink
  • contoBreve

    Apolo vence e castiga. Tipo essa, as coisas nunca terminam bem quando a gente tem deuses envolvidos.

    Permalink
  • HoracioMelo

    Marsyas não tinha chance desde o começo. A gente via que Apolo não ia deixar perder.

    Permalink
  • Ovid

    Essa parte onde Apolo pune Marsyas só por ousar desafiar diz tudo sobre essas histórias. Me fez pensar em como a gente nunca se livra de quem manda: você pode ser bom, pode tocar bem, mas se desafiar quem tem poder vira culpa. Apolo não apenas vence, ele humilha. É sempre assim.

    Permalink
  • Gal

    A brutalidade de Apolo aqui no final. Todos esses cantos o mostram de outra forma, mas aí aparece o deus que castiga mesmo.

    Permalink

Related posts

  • O SUPLÍCIO DE MÁRSIAS

    O SUPLÍCIO DE MÁRSIAS Eis, Terpsícore, todo o Lírico sentido, Que a vida humana tem quando de sua morte. Ter que sua arte é tudo e nada mais importe Senão morrer pel’Arte em que havia vivido.…

  • MÁRSIAS TRÁGICO

    MÁRSIAS TRÁGICO

  • DESAFIO MUSICAL

    DESAFIO MUSICAL Canto-vos, oh Polímnia, à Eloquência regente! Canto um canto que é muito mais que uma canção. Canto um artista audaz contra o deus da criação. Canto em meu canto, oh musa, a verdade…

  • MÁRSIAS CÔMICO

    MÁRSIAS CÔMICO Cesse a tristeza, Tália; à Comédia se cante! Que rir é para a dor excelente remédio. Que eu vos cantar tão-só há-de vencer o tédio. Que a vida, absurdamente, é muito interessante.…

  • O CANTAR DE APOLO

    O CANTAR DE APOLO — "Canto d’Amor, Erato, a sua desventura. Eu que lhe ria do uso dado a suas setas, Fui ferido d'amor, tal-qual vossos poetas. Encantado por Dafne, ninfa bela e pura..." "Vendo-a,…

  • ORIGENS DA FLAUTA

    ORIGENS DA FLAUTA Souberam-me, contudo, alta Clio, outro conto De quão irrefreável e violento Amor! Quis ― do grande deus Pã ― ousar-se vencedor: Fê-lo inventor da flauta e a impôs ao contraponto.

  • EPÍLOGO

    EPÍLOGO Musas, silenciai. Vem a noite... Está tarde. Há pouco o sol se pôs; eis o ocaso, afinal... E desde o início quer a história algum final, Que, pela escuridão, o seu silêncio atarde. Quietas ―…

  • PRÓLOGO

    I