Ele teve uma missão mágica:
Voar ao espaço com um foguete;
Nós tivemos uma perda trágica
Que descobrimos por um bilhete.
A mensagem nunca foi escrita;
Foi transmitida por uma sonda,
Que pensávamos estar perdida
Por falta de oscilações de ondas:
“Por que vocês não me informaram
Que a cor do espaço é violeta
E que as estrelas se empoderam
Diante de nosso planeta?”
“Há algumas manchinhas roxas
E os astros são bolas pequenas
Que cintilam com muita força
Suas colorações tão plenas.”
“Mas também há um grande vácuo:
Eles não estão interligados;
Tentei fechar esse buraco
Que acreditei estar errado.”
“Meu plano seria fantástico,
Eu só precisava pegá-los.
Agora pareço um lunático
Com essa ideia de juntá-los.”
“Eu saí da minha astronave
E a perdi no mesmo instante,
Restou um flutuar suave
De quem também está distante.”
“Vejo-me desconectado,
Longe da nossa realidade,
E, cada vez mais afastado
Da própria personalidade.”
“A confusão é evidente:
A dor não é mais dolorosa;
O corpo não mais me pertence
E a alma ficou nebulosa.”
“Que meu erro ninguém cometa.
Que a emoção não te domine.
Que no espaço não te intrometas
E permaneças na cabine.”
“Eu vou arrancar meu capacete,
Esgotado dessa vastidão;
Assim encerro esse lembrete
Com minha última conclusão:”
“Astros são corpos conhecidos
De diferentes dimensões,
Mas que perderam seus sentidos
Ao mudarem as direções”.