E depois disto, o que acontece? A vingança é o caminho dela agora, ou vai descobrir algo diferente no meio do caminho?
Filha do Ódio: A Morte da Princesa
A princesa morre? É o fim da história? O que vai acontecer?
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E depois disto, o que acontece? A vingança é o caminho dela agora, ou vai descobrir algo diferente no meio do caminho?
Conteúdo da publicação
Os Amarelos estavam do lado de fora das cabanas. Brendha aproveitava a oportunidade para tentar escapar, mas, quanto mais ela se mexia, mais a corda apertava seus braços, ferindo seus pulsos.
A princesa ouviu passos. Por detrás de uma árvore, surgiu uma figura de baixa estatura e cabelos grisalhos.
Ele se ajoelhou diante de Brendha e começou a se apresentar.
- Eu sou Grimel, o artesão real de Havana, e vim salvá-la, senhorita.
Brendha sorriu, feliz pela chegada de um salvador.
Grimel começou a desamarrar a corda, tomando cuidado para não machucar a princesa.
- Eu consegui me esconder quando aqueles bárbaros invadiram o palácio. Vi todo o caos que eles espalharam pelo lugar. - disse Grimel, conseguindo soltar os braços de Brendha.
Brendha transbordava de alegria. Finalmente seria libertada daqueles guerreiros violentos.
Grimel desamarrou uma das pernas dela e tentou tranquilizar a princesa.
- Consegui preparar dois cavalos. Assim que sairmos de perto dessas cabanas, estaremos segur...
Uma espada atravessou o crânio de Grimel, que caiu morto no chão.
Os Amarelos haviam voltado do reino. Auron limpava a espada ensanguentada com o manto amarelo.
Brendha deu um grito desesperado. Ela não podia perder a chance de escapar.
Rapidamente, a princesa soltou a outra perna que ainda estava amarrada e se levantou da cadeira com dificuldade. Suas pernas estavam dormentes, e a sede que sentia não ajudava.
Mas, em vez de fugir, uma sede de vingança tomou conta de Brendha, que avançou contra os guerreiros.
- Agora sim... finalmente apareceu algum fogo nos seus olhos. - disse Auron, sorrindo.
A princesa tentou acertar um soco no guerreiro, que bloqueou o ataque com a espada e deu um chute em seu queixo, deixando-a inconsciente.
Ao acordar, Brendha percebeu que estava acorrentada a uma cadeira novamente.
Ela olhou ao redor e notou que Havana estava imersa no caos: casas destruídas, corpos estirados pelo chão e o solo ensanguentado.
Os Amarelos encaravam Brendha com um sorriso cruel. Ela sabia que algo ruim estava prestes a acontecer.
Auron se aproximou da princesa, apontando a espada para ela.
- Graças à sua tentativa de fuga, eu decidi parar de poupar a vida desse povo miserável.
Brendha encarou Auron, tensa.
Auron voltou os olhos para seu grupo.
- Que comece o massacre!
Os guerreiros correram, animados. Brendha observava tudo horrorizada.
Ela ouvia os gritos desesperados, o choque das armas, os pedidos de misericórdia e as pessoas fracassando na fuga.
O povo havaniano estava prestes a ser dizimado pelas mãos de apenas dez homens.
- Foi minha culpa... - Brendha repetia isso em sua mente. Ela estava cansada de tanto sofrimento.
Após horas de mortes contínuas, Auron apareceu, pegou a cadeira onde Brendha estava amarrada e levou-a para dentro de uma casa.
Dentro dela, uma mãe segurava um recém-nascido que chorava incansavelmente.
- Eu te imploro, não mate meu filho... Eu te imploro. - suplicou a mulher, em lágrimas.
- Claro. - disse Auron, aproximando-se.
Ele puxou a espada e decapitou a mãe.
Em seguida, pegou o bebê no colo e o ergueu diante de Brendha.
- Não... Não faça isso. - implorou, com lágrimas escorrendo pelo rosto.
- Eu não vou matá-lo. Não sou cruel nesse nível.
Auron caminhou até uma banheira, colocou o bebê dentro dela e abriu a torneira.
- Vou deixar que a água faça isso por mim.
Brendha fechou os olhos sem coragem de olhar.
- Por quê? Por que você está fazendo isso?
- Tortura é mais prazerosa que a morte.
Aquelas palavras ficaram marcadas na mente de Brendha. Como alguém podia ser tão repugnante quanto ele?
Ela não podia deixar alguém tão desprezível ileso. Naquele instante, Brendha jurou que caçaria cada um dos Amarelos até que nenhum deles permanecesse vivo.
Naquele dia, a princesa morreu. Em seu lugar, restou apenas o ódio.
Thoughts
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PermalinkA morte simbólica dela é real. A princesa sumiu mesmo, deixou só raiva no lugar.
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PermalinkQue reviravolta, hein. Vai de salvador pra tortuga. Pesado demais.
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PermalinkMas essa raiva dela vai durar? Tipo, quando a gente fica assim de tanta dor, consegue ser diferente depois?
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PermalinkAquele momento quando ela solta o ódio é bem diferente de tudo que veio antes. Muda completamente quem ela é.
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PermalinkE depois disto, o que acontece? A vingança é o caminho dela agora, ou vai descobrir algo diferente no meio do caminho?
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