No céu escuro a noite acende o seu farol,
Pois cada ponto brilha longe do seu sol
Elas vigiam o silêncio do planeta,
Deixando o rastro luminoso de um cometa
São como joias costuradas no cetim,
Numa ciranda que parece não ter fim
Guiam os passos de quem anda no deserto,
Mostram caminhos para o rumo mais incerto
Contam histórias do passado do universo,
Sendo o poema mais antigo desse verso
Ficam distantes, feito um sonho inalcançável,
No mar do tempo que se mostra implacável
E quando o dia vem trazendo a nova aurora,
Elas se escondem e o universo chora.
21/09/26