Talvez uma das grandes diferenças entre quem consegue construir e preservar poder, patrimônio e influência e quem permanece preso às mesmas dificuldades esteja justamente na maneira como toma decisões (Aqui, não estou olhando para as estruturas sociais, mas para a forma como algumas pessoas foram condicionadas ao longo da vida e, por isso, têm dificuldade em estabelecer limites.)
Quando Eu olho para alguns perfis de sucesso financeiro, observando o comportamento dessas pessoas, existe uma característica que me chama ainda mais atenção: a capacidade que elas tem de separar o emocional do racional.
Nós, principalmente aqueles que vêm de contextos de menor poder econômico e social, muitas vezes aprendemos a tomar decisões muito atravessadas pela emoção. Família, culpa, ressentimento, medo de desagradar, necessidade de aprovação, medo de dizer não...
E, quando a emoção ocupa espaço demais, decisões que deveriam ser simples se tornam extremamente complexas, a decisão deixa de ser simples e passa a ser sobre o que o outro vai pensar de mim.
É aí que talvez exista uma diferença importante: pessoas que conseguem separar o pessoal do profissional parecem ter maior capacidade de tomar decisões sem transformar cada escolha em uma questão sobre o próprio valor ou sobre o valor da relação.
Mas tem um porém, quando deixamos a emoção dirigir todas as nossas decisões, podemos agir pelo medo, pela culpa, pelo ressentimento ou pela necessidade de aprovação e quando usamos apenas a razão, corremos o risco de nos tornar indiferentes. Talvez o equilíbrio esteja em sentir profundamente, mas decidir conscientemente.
Porque, quando começamos a separar as coisas: amizade de negócio, crítica de ataque pessoal, culpa de responsabilidade e emoção de decisão, começamos também a construir limites.
E limite é uma forma de Poder!