Te plantei e fiquei ali sentado esperando o florescer
Te reguei, mas disseste: não.
Pé de pau não usa água
Preparei uma cerca para proteger-te, mas disseste: não.
Ninguém rouba pé de pau.
Passei noites
Dias
Orvalhos e suores
Ali te aguardando as mudanças
Disseses-te, não: pé de pau não muda!
Ainda sentada pensava enquanto o relógio que derretia batiam as horas duras:
Por que não florecestes meu pé de pau?
Tu, só me olhou de volta
Descobri: doeu o plantador