Ao entrar, meu corpo se arrepiou. Seria temor ou felicidade? Parece que eu já sentia o chamado. Nas prateleiras da mente, eu vi a personificação do livre-arbítrio. Primeiras e segundas escolhas de uma vida inteira. Lá eu poderia ter encontrado a felicidade eterna. Emocionada, andei por um caminho extenso de decisões erradas. Quem muda o passado perde o futuro, eu perderia tudo. Mas o que eu tenho? Cansada, eu não teria forças para recomeçar, apenas desistiria de respirar depois de tanta luta. Por que eu não mereço? Por que eu não me curo? E se eu só vivesse? As novas descobertas só a mim pertencem e, mesmo tentada, recusei a proposta. Naquele segundo me arrependi do que estava prestes a fazer: joguei os remédios na privada e decidi tentar mais uma vez.
Ass- Ana Cesário