Você é calmaria.
Como o vento
que bate no rosto
depois da chuva,
ainda com o céu fechado.
Como ver o mar de frente
depois de dias caóticos.
Como uma âncora.
Diferente de tudo
que já tinha vivido,
pouco escutado.
Diferente do costumeiro
amor barulhento.
Estranhamente quero
me aproximar,
mas me sinto estranha.
Esse amor
que você representa
incomoda quem sempre
esteve no barulho.
No dramático parque
de desequilíbrio,
andando sobre a corda bamba
da adrenalina.
O amor de mentiras.
Do veneno
da paixão que cega.
Você é algo
que me dá um pouco de medo.
Me deixa segura,
onde respiro,
meu mar,
minha âncora.
Você me faz questionar
se a calmaria
sempre foi meu lugar.
Poema autoral