O vagão com as duas versões de você me fez pensar que o déjà vu talvez seja isso mesmo, a mais velha passando de novo pela mesma estação pra conferir se a mais nova ainda está ali. Dá pra ver que o medo do esquecimento é o que move o poema inteiro, do primeiro verso ao último. Seja muito bem-vinda ao Seavien, poeta_perdida!
Dejá Vu e déjà vécu
Sempre sinto que já vivi o que aconteceu A estranha sensação de estar aqui pela segunda vez Quando isso irá me deixar? O futuro é incerto, por isso vivo ele antes?
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O vagão com as duas versões de você me fez pensar que o déjà vu talvez seja isso mesmo, a mais velha passando de novo pela mesma estação pra conferir se a mais nova ainda está ali. Dá pra ver que o medo do esquecimento é o que move o poema inteiro, do pri
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Sempre sinto que já vivi o que aconteceu
A estranha sensação de estar aqui pela segunda vez
Quando isso irá me deixar?
O futuro é incerto, então devo vê-lo antes de ocorrer?
Sinto uma brisa no trem e lembro-me do passado,
Mas ele sequer existe no agora.
Vejo-me mais velha observando minha jovem versão,
Mas ainda estamos no mesmo vagão.
Eu não quero esquecer disso que vi,
Não quero perder essa parte de mim,
Mesmo que pra isso precise lutar
Para vencer a força mais persistente que existe
O esquecimento
Thoughts
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PermalinkEsse vagão, nossa.
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PermalinkO vagão com as duas versões de você me fez pensar que o déjà vu talvez seja isso mesmo, a mais velha passando de novo pela mesma estação pra conferir se a mais nova ainda está ali. Dá pra ver que o medo do esquecimento é o que move o poema inteiro, do primeiro verso ao último. Seja muito bem-vinda ao Seavien, poeta_perdida!
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PermalinkQue poesia tão linda e profunda!

Fala exatamente de algo que a gente sente mas não sabe explicar: essa sensação de já ter vivido, de olhar pra si mesmo e ver que o tempo passa mas a essência continua ali.
E essa luta pra não esquecer, pra não perder pedaço de si… é o que faz a gente ser quem é. A memória é o nosso tesouro mais precioso.
Parabéns por escrever com tanta alma! Fiquei tocado.
Com carinho,
— Milton da Costa@miltondacosta6625
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