Por sobre as rochas desfilam
Pelas fragas escarpadas,
Murmurando suas toadas,
Águas que correm e perfilam
No flanco daquela serra,
Onde bordam tanta beleza
Sobre o encanto da natureza
Que para o ser não se encerra.
Brande o branco da açucena
Que a brisa beija e balança
Para a borboleta que dança
Como fosse Pavlova em cena.
Voa leve e vai em despedida
Sob as fugazes luzes do dia
Que inundam de melancolia
Quem busca sentido na vida.