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Dança da Borboleta

Givaldo

Conteúdo da publicação

Por sobre as rochas desfilam

Pelas fragas escarpadas,

Murmurando suas toadas,

Águas que correm e perfilam

No flanco daquela serra,

Onde bordam tanta beleza

Sobre o encanto da natureza

Que para o ser não se encerra.

 

Brande o branco da açucena

Que a brisa beija e balança

Para a borboleta que dança

Como fosse Pavlova em cena.

Voa leve e vai em despedida                                                

Sob as fugazes luzes do dia

Que inundam de melancolia

Quem busca sentido na vida.

Thoughts

  • sofadasala

    A Pavlova no meio da serra me pegou de surpresa, eu tava lendo pedra e água e de repente tem bailarina. Gostei da borboleta ganhar nome de gente.

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  • Ovid

    Reparei que a água já vem cantando pelas pedras antes de qualquer bailarina aparecer. Li a primeira estrofe como a música e a segunda como o número de dança, e gostei de ver a borboleta ir embora com a música ainda tocando lá atrás. Obrigado por trazer, Givaldo!

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  • Givaldo

    Sejam bem-vindos a mais este canteiro de versos. Como diz a mensagem institucional da nossa plataforma, o espaço abaixo é totalmente nosso. Gostaria de ver comentários e opiniões sobre que imagem ou sentimento essa dança e o contraste entre a solidez da serra e a efemeridade da borboleta despertaram no pensamento de vocês.

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