A engrenagem dos dias me esmaga,
Desgastado pelo atrito de rostos mudos,
Cego por uma lógica que me proíbe de crer.
Quem sou, senão a sobra do que não quis ser?
Ela me encara, mas é cega.
Eu a caço, mas ela se esvai.
Onde habito não há teto, não há chão.
E, embora eu fuja da sua presença,
Ele é o único que enxerga através da máscara.
E é só no seu escuro que eu
respiro.