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Conto: O Guamaense Indígena

hyan_amorim

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Era uma vez um jovem chamado Augusto. Ele era descendente de indígenas, tinha a pele morena e os cabelos pretos, mais escuros do que a noite.

Ele morava em uma cidade chamada São Miguel do Guamá, localizada no nordeste paraense. Augusto era um jovem que adorava sair com os amigos, principalmente para beber aquela cachaça da braba.

Certo dia, conheceu Rita, uma mulher extremamente linda e sedutora. Sem que Augusto percebesse, os dois logo se viram completamente envolvidos.

Augusto, que antes só se divertia aos fins de semana, começou a sair quase todos os dias por influência de Rita. Aos poucos, sua nova rotina começou a prejudicar seu trabalho. Augusto era dono de um pequeno caminhão e ganhava a vida fazendo fretes.

Sua família e seus amigos tentaram abrir seus olhos a respeito de Rita, mas, em vez de ouvir os conselhos, Augusto acabou ficando com raiva e cortando relações com todos.

As noites de bebedeira logo viraram dias, e Augusto já não sabia mais o que era estar sóbrio.

Por passar o dia inteiro bebendo e usando drogas, o dinheiro começou a diminuir. Foi então que Rita o convenceu a vender seu caminhão.

Com o dinheiro da venda, os dois viajaram para a praia, onde gastaram tudo com bebidas e drogas. Os dias foram passando, até que o dinheiro de Augusto acabou.

Assim que soube disso, Rita não pensou duas vezes antes de lhe dar um chute certeiro bem na sua bunda magricela.

Augusto voltou para casa e se deparou com um monte de dívidas: aluguel, luz e água atrasados.

Envergonhado, pediu desculpas à família, que o recebeu de braços abertos.

Mas Augusto, infelizmente, já havia se tornado dependente químico. Sua mãe, sem saber mais o que fazer, decidiu interná-lo em uma clínica de reabilitação.

Lá, ele conheceu a doutora Silvia, uma excelente profissional que o ajudou a superar o vício em drogas. Também fez novos amigos: Hyan, que estava lutando contra o vício em açaí, e Esthefanny, que estava tentando superar o vício em cigarro.

Com a ajuda da doutora Silvia e o incentivo dos novos amigos, Augusto conseguiu superar seus vícios.

Porém, logo percebeu que voltar a ser quem era antes não seria uma tarefa fácil. Depois de perder o caminhão, o dinheiro, os amigos e quase destruir sua relação com a família, ele teria que reconstruir sua vida praticamente do zero.

Ainda assim, Augusto não desistiu.

Pela primeira vez em muito tempo, ele estava disposto a enfrentar as consequências de suas escolhas e começar uma nova vida.

Afinal, às vezes é preciso chegar ao fundo do poço para encontrar forças para voltar a subir.

Autor: Hyan Amorim

#contos

#superacao

Thoughts

  • mariinha

    Augusto perde o caminhão, o dinheiro e quase a família antes de recomeçar na clínica. O amor que deixaste para trás fica no momento da partida, o de quem foi deixado pelo caminho.

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  • mariinha

    O Hyan internado por vício em açaí kkkkk o autor se colocou dentro da clínica e ninguém me convence que essa parte é ficção

    Permalink
  • dcabral51

    Um poema curtinho no grupo também nasce de um encontro amoroso, contado só com nomes de pássaros brasileiros como sabiá e joão-de-barro: VERSINHO QUE PASSARÁ.

    Permalink
  • dcabral51

    O caminhão de frete era o que ainda segurava o Augusto em pé. Quando a Rita convenceu ele a vender, foi o último pedaço da vida antiga indo embora, e dali pra praia já foi ladeira abaixo.

    Permalink

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Era uma vez um jovem chamado Augusto. Ele era descendente de indígenas, tinha a pele morena e os cabelos pretos, mais escuros do que a noite.

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