Capitulo 7 parte 1 Lua de Sangue
A poça agora está no cemitério. O coveiro não está satisfeito com ela. Passou o dia jogando terra. E como é teimoso, não desistiu, seguiu noite adentro jogando terra até cair de sono.
De manhã, ao acordar, o coveiro pensou ter conseguido tampar a poça. Mas ao olhar, ela estava cheia, sem nenhuma terra.
Desistiu e foi limpar os túmulos.
As pessoas vinham ao cemitério não por causa dos mortos, mas pela curiosidade com a poça naquele lugar.
A noite veio e, junto dela, uma lua toda vermelha, um fenômeno raro.
As nuvens se abriram e a lua refletiu na poça, que começou a espalhar névoa. Tão densa que era bem difícil caminhar nela.
As pessoas do cemitério foram guiadas para fora, pois a névoa somente cobria o cemitério.
Nas lápides começaram a surgir letras. O coveiro, que estava perto, viu escrito assim:
— Quem te matou? Quem te matou?
Ele se assustou, saindo correndo e batendo numa coisa ou outra por causa da névoa.
A lista de casos arquivados em todo o estado foi reaberta.
Pois o que se pensava ser uma névoa em uma cidade, já estava em todos os cemitérios do estado.
A névoa se torna vermelha e o chão do cemitério se rompe, levantando cada morto de seu túmulo.
As cidades ficam agitadas, muitas pessoas com medo dizendo:
— É o fim do mundo.