Capítulo 6 - Sombras do Passado
A polícia tinha vários casos encerrados que não tiveram solução.
Certa vez, ao completar 12 vítimas desse caso, a cidade toda tremeu.
Os moradores ficaram com medo, vendo suas casas tremerem. O tremor não trouxe tanto medo quanto as doze partes de uma corrente, que seguia se arrastando sem ninguém a puxar. Dias e noites se passaram assim, trazendo de vez em quando gritos de dor.
Pela manhã, ao ver o caso de cada vítima, a polícia percebeu que a folha estava enumerada de vermelho, como se fosse a mesma pessoa que tivesse cometido os crimes.
Investigando a última vítima, a polícia levou a décima segunda folha marcada de vermelho. Ao passar pela poça, o nome da vítima apareceu, ela que até então não tinha sido identificada.
O policial, tendo um palpite, ligou para a delegacia e pediu que trouxessem as outras folhas das 11 vítimas sem identificação.
Ao chegarem os outros policiais, perto da poça os 11 nomes apareceram. E logo depois, por causa de uma ventania, as folhas caíram na poça. Em seguida, apareceu uma longa corrente feita de sangue, e o marcador inicial da corrente mudando de cor aos poucos.
O policial, ao ver, constatou que aquela cor poderia ser de uma nova vítima. Resolveu seguir a corrente para ver até onde ela levaria.
Os policiais, indo, diziam uns para os outros dentro dos carros que estavam loucos, indo sem rumo.
O que dirigia respondeu ao outro policial:
— Se você explicar esta corrente, paro aqui e voltamos.
Então o outro policial se calou.
Chegando num lugar isolado, parecia não haver ninguém. Mas logo se ouviu:
— Não adianta gritar, ninguém vai te ouvir.
Ouviam-se duas vozes: uma de mulher e uma ameaçadora, de um homem.
A polícia se espalhou ao redor e foi fechando o cerco aos poucos, até invadir o local. Dando voz de prisão, o criminoso se jogou na direção da vítima.
O policial atirou. Nessa hora, as correntes apareceram puxando em gritos a alma do criminoso, desaparecendo em seguida junto com ele.
A vítima estava fraca, ferida. Foi levada pela polícia ao hospital e sobreviveu.
As correntes sumiram da cidade. Mas conta-se que um morador viu uma corrente arrastando algo para dentro de uma poça.