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Compulsão a repetição

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Pensamento

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tresCafes

Passei por isso. Acordei pro padrão meu e foi doído. Mas depois as coisas ficam claras.

Passei por isso. Acordei pro padrão meu e foi doído. Mas depois as coisas ficam claras.

Conteúdo da publicação

Li uma frase atribuída a Carl Jung que dizia: “Até você se tornar consciente, o inconsciente irá dirigir sua vida e você vai chamar isso de destino.”

Li isso hoje, no acervo da biblioteca da escola, e a frase ficou na minha cabeça.

Talvez porque exista algo assustador na ideia de que nem sempre somos tão livres quanto imaginamos. O inconsciente guarda experiências, medos, traumas, desejos e sentimentos que, por algum motivo, não conseguimos elaborar. E aquilo que não compreendemos dentro de nós pode continuar encontrando maneiras de aparecer fora.

É aí que entra a compulsão à repetição.

Às vezes, repetimos histórias que juramos que nunca mais viveríamos (eu). Escolhemos pessoas parecidas, aceitamos comportamentos que já nos machucaram, reagimos da mesma maneira diante de situações diferentes e, no final, nos perguntamos: “Por que isso sempre acontece comigo?”

Talvez nem sempre seja destino.

Talvez exista um padrão que ainda não conseguimos enxergar.

O problema é que, enquanto não percebemos o padrão, a repetição parece acaso. Parece azar. Parece que a vida insiste em nos colocar diante das mesmas situações. Mas, quando começamos a olhar para dentro, percebemos que algumas histórias se repetem não porque somos destinados a vivê-las, mas porque ainda existe algo em nós tentando ser compreendido.

O inconsciente não necessariamente quer nos destruir. Muitas vezes, ele apenas repete aquilo que conhece, mesmo quando aquilo que conhece nos faz mal.

Por isso, tornar-se consciente pode ser doloroso. Porque significa olhar para aquilo que preferíamos não enxergar e reconhecer que algumas das nossas escolhas não foram tão aleatórias quanto imaginávamos.

É perceber que, em determinadas situações, talvez não estivéssemos apenas sendo vítimas das circunstâncias. Talvez estivéssemos reproduzindo feridas antigas sem perceber.

E talvez amadurecer seja justamente começar a interromper esse ciclo.

Porque enquanto não enxergamos o padrão, chamamos de destino.

Quando finalmente enxergamos, podemos começar a chamar pelo nome: padrão.

E aquilo que se torna consciente deixa de ter o mesmo poder de nos conduzir no escuros.

Thoughts

  • mesaDeBar

    Encarar que escolheu é o tipo de consciência que ninguém pede pra ter. Mas funciona.

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  • guardo_uma_frase

    Que frase boa. Destino até você enxergar. Depois é só padrão.

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  • duvidaHonesta

    Qual foi o padrão que você enxergou primeiro? Como é essa transição de chamar de destino pra reconhecer?

    Permalink
  • Clara_V

    É tipo quando você vê o plot de uma novela. Aí não dá mais desver 😅

    Permalink
  • tresCafes

    Passei por isso. Acordei pro padrão meu e foi doído. Mas depois as coisas ficam claras.

    Permalink
  • rotaAntiga

    Tem algo de destino em seguir um caminho porque alguém já tinha seguido antes. Depois fica tão comum que esquece que tinha outro.

    Permalink
  • perguntaAberta

    Mas enxergar o padrão resolve? Ou aí começa a luta de verdade?

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  • oquefaltadizer

    E as pessoas que a gente repete escolhendo? A gente tá reconhecendo o padrão nelas também, ou só em si mesmo?

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