A chuva os aproximando é tão cinematográfico, achei lindo. Que detalhe perfeito pra esse momento.
Capítulo 9 -Entre Olhares e Coincidências
Capítulo 9 — O Convite
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A chuva os aproximando é tão cinematográfico, achei lindo. Que detalhe perfeito pra esse momento.
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Capítulo 9 — O Convite
Na manhã seguinte, Laura entrou na empresa acreditando que tudo voltaria ao normal.
Mas bastou colocar os pés no corredor para perceber que não seria assim.
Alguns colegas cochichavam.
Outros sorriam discretamente quando ela passava.
Ela fingiu não perceber.
Até que Sofia apareceu segurando dois cafés.
— Você virou a celebridade do setor.
Laura pegou um dos copos.
— Tudo isso porque respondi o diretor?
— Não.
Sofia sorriu.
— Porque respondeu... e saiu viva.
As duas começaram a rir.
Antes que Laura pudesse responder, o telefone de sua mesa tocou.
Ela atendeu.
— Setor administrativo, Laura falando.
Do outro lado da linha, uma voz conhecida respondeu:
— Senhorita Laura, o diretor Daniel Monteiro solicita sua presença em sua sala.
Laura fechou os olhos por um instante.
— Já estou indo.
Assim que desligou, Sofia cruzou os braços.
— De novo?
— Parece que sim.
— Agora eu fiquei curiosa.
Laura respirou fundo.
— Eu também.
...
Alguns minutos depois...
Ela bateu na porta.
— Entre.
Daniel estava organizando alguns documentos.
Ao vê-la entrar, fechou a pasta que tinha nas mãos.
— Pode se sentar.
Laura obedeceu.
O silêncio tomou conta da sala.
Ela já começava a imaginar mil motivos para ter sido chamada.
Foi Daniel quem quebrou o silêncio.
— Neste sábado acontecerá o jantar beneficente anual da empresa.
Laura apenas ouviu.
— Todos os setores terão um representante.
Ele pegou uma folha sobre a mesa.
— Seu nome foi indicado.
Laura arregalou os olhos.
— O meu?
— Sim.
Ela demorou alguns segundos para responder.
— Eu nunca participei de um evento assim.
Daniel manteve a mesma expressão séria.
— Sempre existe uma primeira vez.
Laura sorriu de leve.
— Acho que o senhor tem razão.
Ele apenas assentiu.
— Sua presença será importante.
Ela levantou.
— Estarei lá.
Daniel fez um pequeno gesto com a cabeça.
— Obrigado.
Laura caminhou até a porta.
Quando estava saindo, ouviu sua voz mais uma vez.
— Senhorita Laura.
Ela virou.
— Aproveite a noite.
Ela sorriu.
— Vou tentar.
...
Assim que voltou ao setor, Sofia correu até ela.
— Então?
Laura largou a bolsa sobre a mesa.
— Vou representar nosso setor no jantar beneficente.
Sofia abriu um enorme sorriso.
— Eu sabia!
Laura franziu a testa.
— Sabia o quê?
— Que você ia acabar indo comigo.
Laura levou a mão à testa.
— A aposta...
— Você perdeu.
As duas começaram a rir.
Laura ainda não gostava da ideia de passar uma noite inteira em um evento cheio de empresários.
Mas havia uma coisa que a tranquilizava.
Pelo menos não precisaria encontrar Daniel ali.
Afinal...
Um homem como ele dificilmente perderia tempo em um jantar beneficente.
Ou era exatamente isso que ela pensava.
Capítulo 10 — Um Sonho... Ou Um Presságio?
Na noite anterior ao jantar beneficente...
Laura demorou para conseguir dormir.
Sempre que fechava os olhos, lembrava do convite.
Nunca havia participado de um evento daquele porte.
Muito menos representando a empresa.
Ela olhou para o relógio.
Passava da meia-noite.
Respirou fundo.
— Vai dar tudo certo...
Sem perceber...
Acabou adormecendo.
...
No sonho...
O grande salão estava completamente iluminado.
Pessoas elegantemente vestidas conversavam enquanto garçons caminhavam entre as mesas.
Laura olhava para todos os lados.
Sentia que não pertencia àquele lugar.
Tentou caminhar com calma.
Mas, sem querer, esbarrou em um garçom.
A bandeja escapou de suas mãos.
Várias taças de vinho caíram no chão.
O som dos vidros quebrando ecoou por todo o salão.
Ao mesmo tempo, o vinho tinto foi derramado sobre seu vestido claro.
Em poucos segundos, a roupa estava completamente manchada.
Ela levou as mãos ao vestido, desesperada.
— Não... não...
O salão inteiro ficou em silêncio.
Todos olhavam para ela.
Laura sentiu o rosto queimar de vergonha.
— Me desculpem...
Ninguém respondeu.
Foi então que uma voz conhecida rompeu o silêncio.
— Senhorita Laura.
Ela virou lentamente.
Daniel estava parado a poucos metros.
Seu olhar era sério.
Frio.
Exatamente como na empresa.
Ele caminhou até ela.
Cada passo parecia aumentar ainda mais o constrangimento.
Laura abaixou a cabeça.
— Eu... foi sem querer...
Daniel observou o vestido manchado.
Depois olhou para os cacos espalhados pelo chão.
— Eu esperava mais profissionalismo.
As pessoas começaram a cochichar.
Algumas tentavam esconder o riso.
Outras apenas observavam.
Laura sentiu vontade de desaparecer.
Tentou dar um passo para trás.
Mas pisou na barra do vestido molhado pelo vinho.
Perdeu o equilíbrio.
E caiu bem no meio do salão.
As risadas ecoaram pelo ambiente.
Ela levantou os olhos, procurando Daniel.
Mas ele apenas virou as costas.
E foi embora.
Laura ficou sozinha.
Manchada.
Envergonhada.
Sem conseguir conter as lágrimas.
Foi então que...
— Laura!
Ela abriu os olhos assustada.
Respirando rápido.
Levou alguns segundos para perceber onde estava.
Seu quarto.
Sua cama.
O despertador ainda nem havia tocado.
Ela passou a mão pelo rosto.
Respirou aliviada.
— Foi só um sonho...
Olhou para o relógio.
O dia do jantar ainda nem havia começado.
Mesmo assim...
Seu coração continuava acelerado.
Ela só esperava que aquela noite fosse completamente diferente do que havia sonhado.
Capítulo 11 — A Noite do Jantar
Depois do sonho, Laura passou o dia inteiro tentando afastar aquela sensação estranha.
Repetia para si mesma que tinha sido apenas um pesadelo.
Nada daquilo aconteceria.
Ou pelo menos era o que ela esperava.
...
Quando o relógio marcou sete da noite...
Ela já estava pronta.
Escolheu um vestido azul-marinho, simples e elegante.
Prendeu parte dos cabelos.
Olhou-se no espelho.
Respirou fundo.
— Vai dar tudo certo...
Alguns minutos depois, a campainha tocou.
Era Sofia.
Assim que Laura abriu a porta, Sofia sorriu.
— Eu sabia que esse vestido ia ficar perfeito em você.
Laura deu uma pequena risada.
— Ainda dá tempo de eu desistir?
— Nem pensar.
As duas seguiram para o evento conversando durante todo o caminho.
...
O salão do hotel estava lindamente decorado.
Luzes douradas iluminavam o ambiente.
Arranjos de flores ocupavam o centro de cada mesa.
Um pequeno palco havia sido montado para as apresentações da noite.
Laura parou por alguns segundos apenas observando tudo.
— Nossa...
Sofia sorriu.
— Eu disse que você ia gostar.
Garçons passavam oferecendo bebidas.
Empresários conversavam em pequenos grupos.
Representantes de instituições beneficentes recebiam os convidados com um sorriso no rosto.
Laura começou a relaxar.
Talvez aquela noite fosse melhor do que imaginava.
Enquanto caminhavam até a mesa reservada para a empresa...
Uma voz chamou a atenção de todos.
— Boa noite, senhoras e senhores.
As conversas cessaram.
O apresentador subiu ao palco.
— Gostaríamos de agradecer a presença de todos que tornaram este evento possível.
Laura observava tudo em silêncio.
Até que ouviu as próximas palavras.
— Em especial, agradecemos ao nosso diretor executivo, Daniel Monteiro, pelo apoio a esta causa.
Laura congelou.
— O quê...? — sussurrou.
Sofia olhou para ela.
— Você não sabia?
Antes que pudesse responder...
Daniel entrou no salão.
Vestia um elegante terno preto.
Cumprimentava voluntários.
Conversava com os organizadores.
Sorria discretamente para algumas crianças que participavam do evento.
Laura ficou surpresa.
Aquele não era o homem frio que ela via todos os dias na empresa.
Era alguém completamente diferente.
Mais leve.
Mais humano.
Daniel agradeceu os cumprimentos e caminhou pelo salão.
Por um instante...
Seus olhos encontraram os de Laura.
Ele sorriu de forma discreta.
E fez apenas um pequeno gesto com a cabeça, cumprimentando-a.
Laura retribuiu o gesto, ainda surpresa.
Quando ele voltou a conversar com os convidados, Sofia se aproximou devagar.
— Tá vendo?
Laura continuava olhando para Daniel.
— Acho que eu nunca conheci o verdadeiro Daniel.
Sem perceber...
Do outro lado do salão...
Daniel também voltou o olhar para ela.
Pela primeira vez, não enxergava apenas uma funcionária.
Via uma mulher elegante.
Segura.
E ainda mais bonita do que imaginava.
Nenhum dos dois disse uma palavra.
Mas bastou um único olhar...
Para que aquela noite começasse a mudar tudo.
…
Capítulo 12 — Entre Olhares
Depois da abertura do evento, os convidados voltaram a conversar.
Alguns caminhavam pelo salão.
Outros visitavam os estandes das instituições beneficentes.
Laura observava tudo com atenção.
Nunca tinha participado de um evento como aquele.
Enquanto caminhava, parou diante de um painel repleto de fotografias.
Eram imagens de crianças e famílias que haviam sido ajudadas pelas doações dos anos anteriores.
Ela sorriu ao ver uma menina abraçando um enorme urso de pelúcia.
— Bonita história, não é?
Laura reconheceu a voz antes mesmo de olhar.
Daniel estava ao seu lado.
Ela sorriu discretamente.
— É sim.
Os dois permaneceram observando as fotografias por alguns segundos.
Foi Daniel quem voltou a falar.
— Achei que você não gostasse desse tipo de evento.
Laura deu uma pequena risada.
— Eu realmente não gosto.
Ele arqueou uma sobrancelha.
Capítulo 13— Entre Olhares
Depois da abertura do evento, os convidados voltaram a conversar.
Alguns caminhavam pelo salão.
Outros visitavam os estandes das instituições beneficentes.
Laura observava tudo com atenção.
Nunca tinha participado de um evento como aquele.
Enquanto caminhava, parou diante de um painel repleto de fotografias.
Eram imagens de crianças e famílias que haviam sido ajudadas pelas doações dos anos anteriores.
Ela sorriu ao ver uma menina abraçando um enorme urso de pelúcia.
— Bonita história, não é?
Laura reconheceu a voz antes mesmo de olhar.
Daniel estava ao seu lado.
Ela sorriu discretamente.
— É sim.
Os dois permaneceram observando as fotografias por alguns segundos.
Foi Daniel quem voltou a falar.
— Achei que você não gostasse desse tipo de evento.
Laura deu uma pequena risada.
— Eu realmente não gosto.
Ele arqueou uma sobrancelha.
— Então por que veio?
Ela sorriu.
— Perdi uma aposta.
Daniel olhou para ela, curioso.
— Uma aposta?
Laura apontou discretamente para Sofia, que conversava com alguns colegas do outro lado do salão.
— A culpa é dela.
Daniel olhou na direção indicada.
Depois voltou a encará-la.
Pela primeira vez...
Sorriu de verdade.
Laura ficou surpresa.
Nunca imaginou que aquele homem sério pudesse ter um sorriso tão leve.
— Então ela venceu.
— Infelizmente.
Os dois riram.
O silêncio voltou por alguns instantes.
Mas, dessa vez...
Era um silêncio confortável.
Daniel observou um garçom passar.
Pegou duas taças de suco.
Estendeu uma para Laura.
— Obrigada.
Ela aceitou.
— Não imaginei que o senhor viesse.
Daniel olhou ao redor.
— Venho todos os anos.
Laura pareceu surpresa.
— Sério?
— Minha mãe dizia que sucesso só faz sentido quando também melhora a vida de alguém.
Laura abaixou os olhos por um instante.
— Ela devia ser uma pessoa muito especial.
Daniel sorriu de leve.
— Era.
Pela primeira vez...
Laura enxergava um lado dele que ninguém na empresa conhecia.
Não era o diretor exigente.
Era apenas um homem sentindo saudade da própria mãe.
Os dois continuaram caminhando pelo salão.
Passaram por um pequeno jardim iluminado por luzes amarelas.
O vento da noite balançava suavemente as flores.
Laura respirou fundo.
— Aqui é bem mais bonito do que lá dentro.
Daniel concordou.
— Eu também prefiro lugares silenciosos.
Ela olhou para ele.
— Eu também.
Ele sorriu.
— Então temos a primeira coincidência da noite.
Laura riu.
— Talvez.
Nesse instante, algumas gotas começaram a cair.
Os convidados correram para dentro do salão.
Laura levantou o rosto.
— Vai chover.
Daniel fez o mesmo.
— Parece que sim.
Ela começou a caminhar de volta.
Mas parou ao perceber que havia esquecido sua bolsa em um dos bancos do jardim.
Correu até ela.
Quando voltou...
A chuva já estava mais forte.
Daniel ainda estava ali.
Segurando um guarda-chuva.
Sem dizer nada, abriu o guarda-chuva sobre os dois.
Laura sorriu.
— Obrigada.
— Não gosto que as pessoas peguem chuva à toa.
Ela olhou para ele.
— Achei que o senhor gostasse de chuva.
Daniel deu uma pequena risada.
— Gosto.
— Então por que trouxe um guarda-chuva?
Ele pensou por um instante antes de responder.
— Acho que, no fundo, eu já imaginava que alguém pudesse precisar dele.
Laura não respondeu.
Apenas sorriu.
Os dois caminharam juntos até a entrada do salão.
Nenhum deles percebeu.
Mas, do outro lado da porta...
Sofia observava a cena com um enorme sorriso.
Ela cruzou os braços.
— Eu sabia...
Talvez aquela aposta estivesse apenas começando.
…
Thoughts
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PermalinkTem coisa de achar alguém diferente quando vê fora do contexto habitual. Vi meu chefe em evento social - surpreendente descobrir que pessoas sérias têm outro lado.
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PermalinkEle trouxe guarda-chuva porque imaginava que alguém pudesse precisar... será que já tava pensando em proteger ela?
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PermalinkSofia é o cupido perfeito. MVP desse romance todo.
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PermalinkGosto de como o pesadelo contrasta com o que realmente acontece depois. Mostra bem como a ansiedade dela não tinha razão de ser, mas era tão real pra ela.
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PermalinkSerá que Laura vai realmente conseguir dormir bem sabendo que pode encontrar Daniel no jantar? Tô muito curiosa.
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PermalinkA aposta que Sofia fez é genial, tipo, quem diria que terminava assim. Gosto desse tipo de coincidência em histórias.
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PermalinkDaniel finalmente mostrando a verdadeira personalidade dele? Que alívio depois de tudo. Tá ficando bom demais 😭
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PermalinkA chuva os aproximando é tão cinematográfico, achei lindo. Que detalhe perfeito pra esse momento.
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