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Capítulo 5-O Silêncio das Flores

shay
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Nos dias seguintes, Nina tentou continuar sua rotina.

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Marina

mas aí, Nina morreu na floricultura? ou ela só não lembra o que aconteceu depois? porque a história tá confusa

mas aí, Nina morreu na floricultura? ou ela só não lembra o que aconteceu depois? porque a história tá confusa

Conteúdo da publicação

Capítulo 5 — A Pessoa Que Percebia

Nos dias seguintes, Nina tentou continuar sua rotina.

Ela repetia para si mesma que tudo aquilo era apenas uma sequência de coincidências.

Um momento estranho.

Uma impressão errada.

Nada mais.

Mas uma parte dela ainda voltava para a floricultura.

Para aquele silêncio.

Para aquela sensação de que havia algo naquele lugar que ela ainda não conseguia entender.

Naquela tarde, enquanto organizava alguns documentos, ouviu uma voz conhecida.

— Senhorita Nina.

Ela levantou os olhos.

Jhon estava parado próximo à entrada da sala, segurando uma pasta nas mãos.

Por alguns segundos, ela apenas o observou.

— Desculpe incomodar — disse ele. — Vim buscar algumas informações sobre a vistoria da floricultura.

Nina ficou surpresa.

— A vistoria?

Jhon confirmou com um movimento de cabeça.

— Você era a responsável pela visita naquele dia, não era?

— Sim.

Ele se aproximou.

— Preciso entender alguns detalhes. Talvez algo que você tenha percebido antes de encontrar aquela cena.

Nina fechou a pasta que estava organizando.

— Eu não sei se posso ajudar muito.

— Às vezes, pequenos detalhes são os mais importantes.

Ela pensou por alguns segundos.

A verdade era que ela também queria entender o que tinha acontecido naquele lugar.

— Tudo bem.

Jhon fez algumas perguntas sobre a floricultura.

Sobre o momento em que ela chegou.

Sobre as pessoas que estavam próximas ao local.

Mas, em meio às perguntas, ele percebeu algo.

Nina não falava como alguém que apenas tinha encontrado uma cena de crime.

Ela falava como alguém que ainda estava tentando encontrar respostas.

Como se uma parte dela ainda estivesse presa naquela manhã.

— Como a senhora está? — perguntou Jhon.

Nina ficou surpresa.

Era uma pergunta simples.

Mas fazia tempo que ninguém perguntava aquilo de verdade.

— Estou bem.

A resposta veio rápida demais.

Jhon percebeu.

— Tem certeza?

Ela desviou o olhar.

— Só estou tentando entender o que aconteceu.

Por alguns segundos, ele ficou em silêncio.

— Às vezes, algumas coisas demoram para fazer sentido.

Nina olhou para ele.

— Você fala como se soubesse.

Jhon abaixou os olhos por um instante.

— Talvez eu saiba mais do que parece.

Ela franziu a testa.

— O que isso significa?

Antes que ele respondesse, algumas pessoas passaram pelo corredor.

O momento se perdeu.

Nina voltou ao assunto.

— Você descobriu alguma coisa sobre a floricultura?

Jhon segurou a pasta com mais força.

— Algumas coisas.

— E?

Ele hesitou.

— Ainda estou tentando entender.

Nina percebeu que ele escondia algo.

Mas não sabia o quê.

— Por que você parece tão interessado nesse caso?

Jhon olhou para ela.

Por um instante, parecia que ele ia dizer algo que mudaria tudo.

Mas apenas respondeu:

— Porque algumas histórias não terminam quando as pessoas vão embora.

Nina ficou em silêncio.

Não sabia explicar por quê, mas aquela frase ficou com ela.

Jhon se despediu e saiu.

Ela continuou olhando para a porta por alguns segundos.

Pela primeira vez em dias...

Ela sentiu que talvez não estivesse sozinha.

Mas ainda não sabia que o motivo de Jhon conseguir enxergá-la também escondia uma verdade que mudaria tudo.


Capítulo 6 — O Que Ela Esqueceu

Nina sempre acreditou que conhecia a própria história.

Sabia onde morava.

Sabia os lugares que frequentava.

Sabia as flores que mais gostava.

Sabia os pequenos detalhes da própria vida.

Ou pelo menos era isso que ela pensava.

Nos últimos dias, algumas lembranças começaram a aparecer de uma forma estranha.

Não eram memórias completas.

Eram apenas pedaços.

Uma voz.

Um cheiro.

Uma sensação.

Como se sua própria mente tentasse mostrar algo que ela ainda não estava pronta para lembrar.

Naquela manhã, Nina acordou com uma imagem que não fazia sentido.

Ela estava novamente na floricultura.

Mas daquela vez não estava atrás do balcão.

Ela estava no chão.

Sentia o frio do piso contra suas mãos.

Sentia o cheiro das flores misturado com algo diferente.

Algo que ela não conseguia identificar.

Então a imagem desapareceu.

Nina abriu os olhos assustada.

Seu coração estava acelerado.

— Por que eu estava lá? — sussurrou.

Ela tentou lembrar.

Tentou voltar para aquele momento.

Mas quanto mais procurava a resposta, mais a lembrança parecia escapar.

Era como tentar segurar água nas mãos.

Quanto mais apertava, mais rápido desaparecia.

Nina decidiu voltar até a floricultura.

Talvez aquele lugar tivesse alguma resposta.

Talvez as paredes, as flores e aquele silêncio pudessem revelar algo que sua própria mente escondia.

Quando chegou, viu Jhon parado em frente à porta.

Ele parecia cansado.

Como alguém que passou a noite inteira tentando encontrar uma resposta que nunca apareceu.

— Você voltou — Nina disse.

Jhon olhou para ela.

Por alguns segundos, ficou em silêncio.

— Eu precisava entender uma coisa.

— O quê?

Ele olhou para dentro da floricultura.

— Por que eu tenho a sensação de que estou investigando algo que já aconteceu?

Nina sentiu um arrepio.

Aquelas palavras pareciam familiares.

Como se ela já tivesse ouvido aquilo antes.

Mas quando tentou lembrar onde...

Nada veio.

Apenas uma forte dor de cabeça.

Jhon percebeu.

— Você está bem?

Nina tentou sorrir.

Tentou parecer normal.

— Acho que sim.

Mas, no fundo, sabia que alguma coisa estava errada.

Porque naquele momento percebeu algo assustador.

Ela tinha lembranças da floricultura.

Mas não lembrava do que aconteceu depois.

Não lembrava de ter ido embora.

Não lembrava do caminho até sua casa.

Não lembrava da última conversa que teve com alguém.

Era como se existisse uma parte da sua história escondida atrás de uma porta que ela não conseguia abrir.

Naquela noite, Nina abriu uma gaveta antiga em sua casa.

Dentro havia fotografias.

Cartas.

Pequenos objetos que pareciam pertencer a uma versão dela mesma que ela não conseguia reconhecer completamente.

Ela pegou uma fotografia.

Era ela.

Mas havia algo estranho.

Ela não lembrava daquele dia.

Não lembrava daquele momento.

Não lembrava de quem estava ao seu lado.

Então percebeu algo que fez seu corpo inteiro gelar.

Existiam partes da sua vida que todos pareciam conhecer...

menos ela.

E pela primeira vez, uma pergunta surgiu em sua mente:

"E se eu estiver tentando lembrar justamente da parte que minha mente apagou?"

...

Thoughts

  • Simao

    essa coisa de não lembrar da parte depois da floricultura é perturbador demais

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  • folhaSolta

    Jhon e Nina se complementam bem. ele sabe que algo tá errado, ela sente mas não sabe o que é

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  • deixoumarca

    Nina acordando com memória da floricultura? que tipo de cena esse lugar é. preciso de respostas

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  • contoDeSexta

    adorei como o capítulo termina com aquela pergunta sobre o apagamento de memória. muito bom

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  • contoBreve

    vocês acham que Nina tá vivendo algo paranormal? ou é só psicológico mesmo?

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  • atepagina50

    tem algo errado na história de Nina. tipo, ela vê pedaços de memória mas não sente que são dela

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  • Simao

    o Jhon sabe o que aconteceu? porque ele parece esconder algo. qual é a verdade?

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  • Rui_Salgueiro

    que tensão. Nina não lembrar de partes da vida dela é assustador

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  • Marina

    mas aí, Nina morreu na floricultura? ou ela só não lembra o que aconteceu depois? porque a história tá confusa

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