O Constantino aperta a garganta do sobrinho e nem olha pra ele, fica com os olhos na garota o tempo todo. Quem age assim já sabia a resposta e só queria ver a Hadria mostrar as garras na frente de todo mundo.
Capítulo 43: Você tem coragem
Pensamento
O Constantino aperta a garganta do sobrinho e nem olha pra ele, fica com os olhos na garota o tempo todo. Quem age assim já sabia a resposta e só queria ver a Hadria mostrar as garras na frente de todo mundo.
Conteúdo da publicação
livro (trinta dias para a última lua)
Constantino recompôs a postura quase de imediato, limpou a poeira invisível da capa e encarou Luiz com um ar de curiosidade sombria.
— Você tem coragem, querido sobrinho — murmurou o príncipe. — Mas confesso que estou curioso... Eu estou ouvindo o seu coração bater?
Ele se inclinou devagar em direção ao peito de Luiz. Os dois tinham quase a mesma altura, sendo o sobrinho apenas alguns centímetros menor.
— Como um vampiro puro-sangue da linhagem real tem um coração batendo no peito? — Constantino voltou a encará-lo, os olhos estreitados em escrutínio. — Esses últimos dias devem ter sido intensos para você. Um vampiro "diferente"... — Ele saboreou a palavra com desdém. — Deixado em um castelo, escondido de todos, sozinho e fraco. Simplesmente desaparece e, ao que tudo indicava, havia sido capturado por uma criaturinha demoníaca. E, após alguns dias, você surge justamente no meu próprio castelo. Você sabe quem orquestrou a sua morte?
— Eu não quero ser rei! — disparou Luiz, a voz carregada de coragem e decisão.
Constantino soltou uma risada zombeteira e fria.
— Querer ser rei e nascer para ser rei são duas coisas bem diferentes, meu querido sobrinho. Eu quero a coroa, mas não nasci para ela. Seu pai nasceu primeiro.
O olhar do príncipe desviou-se de Luiz e recaiu sobre Hadria, avaliando-a meticulosamente.
— Você cheira a demônio, mas não age como um.
Em uma explosão de velocidade vampiresca, Constantino agarrou Luiz pela garganta e o ergueu no ar, apertando a traqueia do rapaz com força brutal. Ao mesmo tempo, manteve os olhos cravados em Hadria, esperando a reação.
Foi instantâneo. A escuridão absoluta engoliu as íris da garota, e garras negras e letais rasgaram as pontas de seus dedos, projetando-se para o combate.
Satisfeito, o príncipe vampiro abriu um sorriso vitorioso e soltou o sobrinho, deixando-o cair tossindo no chão de mármore.
— Eu não quero machucá-lo. Só queria confirmar uma suspeita — disse ele, ainda olhando fixamente para a garota armada. — Você é uma Bruxa Negra. Disfarçada de demônio. Fascinante. Seria você a mesma criança que os Bruxos de Luz do Sul estão caçando por todo o reino demoníaco? — completou, abrindo um sorriso lento e perverso.
Constantino ajeitou as pesadas lapelas de seu traje, os olhos brilhando com a promessa de um jogo sádico.
— Que sorte a de vocês por estarem aqui.
Thoughts
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PermalinkNo capítulo passado ele quase chorou olhando pra Hadria, e agora chama ela de fascinante. Esse tio conheceu a mãe dela, pode escrever.
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PermalinkO Constantino aperta a garganta do sobrinho e nem olha pra ele, fica com os olhos na garota o tempo todo. Quem age assim já sabia a resposta e só queria ver a Hadria mostrar as garras na frente de todo mundo.
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