E os dias foram passando...
Quando percebemos, já tinha chegado uma data muito especial:
nosso primeiro mês de namoro.
Eu queria fazer alguma coisa diferente. Não precisava ser algo enorme, eu só queria que fosse algo que tivesse significado para nós dois.
Então comecei a preparar tudo.
Comprei um quadro e revelei várias fotos nossas para colocar nele. Cada foto carregava um pedacinho daquele começo, de tudo que tínhamos vivido até ali.
Também comprei os chocolates que ele mais gostava.
E, para completar, escrevi um poema especialmente para ele, dedicando nosso primeiro mês juntos.
Eu queria que ele entendesse que aquele presente não era apenas um quadro com fotos ou alguns chocolates.
Era uma forma de dizer:
“Eu escolhi guardar cada momento nosso.”
Quando chegou o dia, Ismael também apareceu com um presente.
Ele trouxe uma cesta cheia de chocolates, dois ursinhos e um fone de ouvido.
Mais uma vez, ele tinha preparado algo pensando em mim.
Mas chegou a hora de entregar o meu presente.
Entreguei o quadro para ele.
Ismael começou a olhar para as fotos.
Uma por uma.
No começo, ficou quieto.
Até que percebi que os olhos dele começaram a ficar cheios de lágrimas.
Ele tinha se emocionado de verdade.
Eu fiquei olhando para ele, tentando segurar a emoção também.
Mas, claro...
Eu não perdi a oportunidade.
Peguei o celular e comecei a gravar.
Quando percebeu que eu estava filmando, Ismael ficou completamente tímido.
— Para com isso! Kkkkk.
Eu comecei a rir.
Ele tentava esconder a emoção, mas já era tarde demais.
Eu tinha registrado aquele momento.
E, no fundo, achei aquilo ainda mais bonito.
Porque aquele choro dizia muito.
Aquele quadro não era apenas um presente.
Era a lembrança de tudo que tinha acontecido antes de chegarmos ali.
Do reencontro.
Das dúvidas.
Dos medos.
Da segunda chance.
Da promessa de reconquistar.
E, finalmente, do nosso primeiro mês juntos.
Naquele dia, nós comemoramos apenas um mês de namoro.
Mas, para mim, parecia que estávamos comemorando muito mais do que isso.
Estávamos comemorando a oportunidade de viver uma história que quase não aconteceu.
E aquele quadro acabou se tornando uma pequena coleção dos primeiros capítulos da nossa história.
Enquanto Ismael continuava tímido por eu ter gravado o momento em que ele chorou, eu só conseguia pensar:
“Esse é o nosso primeiro mês. E eu espero que seja apenas o primeiro de muitos.”