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Capítulo 10 — O Reino da Lua Negra

SamanthaBruxa

Conteúdo da publicação

A porta para o Reino da Lua Negra ficava sob a mansão.

Helena desceu com Gabriel, Nox e Amara.

Selene ficou para trás.

Morgana, Isolde e Eva permaneceram na mansão para proteger a entrada.

Luna desapareceu.

A escadaria parecia não ter fim.

Até que chegaram diante de um enorme portão.

No centro havia sete luas.

Gabriel colocou a mão sobre uma delas.

O portão abriu.

Do outro lado havia um céu completamente negro.

Não havia estrelas.

Apenas uma enorme lua escura.

Helena entrou.

— Onde estamos?

Gabriel respondeu:

— Entre a vida e a morte.

Nox caminhava lentamente.

— Não toque em nada.

— Por quê?

— Porque algumas coisas daqui lembram de você.

Helena olhou ao redor.

Então viu sua mãe.

Ela estava parada a poucos metros.

— Mãe?

A mulher sorriu.

— Minha filha.

Helena correu.

Gabriel tentou segurá-la.

— Não!

Mas era tarde.

Helena abraçou a mãe.

Por alguns segundos, tudo pareceu real.

— Eu senti tanto sua falta.

A mãe acariciou seus cabelos.

— Eu também.

Helena começou a chorar.

— Por que você não voltou?

A mulher respondeu:

— Porque eu estava esperando você.

Helena se afastou.

— Esperando para quê?

A mãe olhou para Gabriel.

— Para que ele finalmente contasse a verdade.

Gabriel baixou a cabeça.

— Eu falhei.

A mulher segurou a mão de Helena.

— Você não é minha filha.

Helena congelou.

— O quê?

A mulher sorriu.

Seu rosto começou a mudar.

A pele ficou pálida.

Os olhos ficaram negros.

— Você é a porta.

Helena gritou.

Nox saltou sobre a criatura.

Ela desapareceu.

Uma gargalhada ecoou pelo reino.

Então a verdadeira mãe de Helena apareceu atrás deles.

Mas estava transparente.

Como um espírito.

— Helena!

Ela virou-se.

— Mãe!

A mãe estendeu a mão.

— Não confie em ninguém.

— Nem em meu pai?

A mulher olhou para Gabriel.

— Principalmente nele.

Gabriel ficou imóvel.

Helena recuou.

— Por quê?

A mãe respondeu:

— Porque foi ele quem fez o pacto.

Gabriel fechou os olhos.

— Eu fiz o que precisava.

— Você entregou nossa filha.

Helena sentiu o chão desaparecer.

— Pai...

Gabriel olhou para ela.

— Eu não sabia que seria assim.

— O que você fez?

— Eu queria salvar sua mãe.

— E o que prometeu?

Gabriel respondeu:

— A alma da minha primeira filha.

Helena ficou sem respirar.

— Eu era a primeira filha.

Gabriel assentiu.

— Sim.

O céu começou a rachar.

Uma enorme sombra apareceu acima deles.

A Sétima Lua surgiu.

Não como uma menina.

Não como uma mulher.

Mas como uma figura gigantesca feita de luz e escuridão.

— Agora você sabe.

Helena olhou para ela.

— Você é a minha alma?

— Uma parte dela.

— E o resto?

A criatura apontou para Helena.

— Está com você.

Helena percebeu.

A Sétima Lua nunca quis possuí-la.

Ela queria ser inteira novamente.

Thoughts

  • tresPaginas

    O Gabriel. Claro!

    Permalink
  • Simao

    A mãe falsa a mudar de cara a meio do abraço. Depois disto eu não abraçava ninguém naquele reino, nem a verdadeira.

    Permalink

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A porta para o Reino da Lua Negra ficava sob a mansão.

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