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Capítulo 03 - A Estrada de Arken

KazzTeles
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A manhã chegou envolta por uma névoa espessa, tão espessa que, durante alguns minutos, a torre em ruínas parecia estar isolada do restante do mundo, as paredes desapareciam a poucos metros de…

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Lubs

O Alexander mata o bicho com um golpe depois de toda a gente se esfalfar durante meia página. Coitado do Daiquiri, duas estocadas e nada, só osso.

O Alexander mata o bicho com um golpe depois de toda a gente se esfalfar durante meia página. Coitado do Daiquiri, duas estocadas e nada, só osso.

Conteúdo da publicação

A manhã chegou envolta por uma névoa espessa, tão espessa que, durante alguns minutos, a torre em ruínas parecia estar isolada do restante do mundo, as paredes desapareciam a poucos metros de distância e o som dos preparativos da caravana vinha abafado pelo ar úmido. Daiquiri havia dormido pouco, sempre que fechava os olhos, voltava a enxergar a figura parada no salão, imóvel e distante, apontando para ele antes de desaparecer, o mais incômodo, porém, não era saber quem havia sido aquela pessoa, e sim, a sensação persistente de que, em algum lugar, alguém sabia exatamente quem ele era.

Marina já estava acordada quando ele voltou do grande salão, ela havia transformado uma pedra larga em uma espécie de mesa improvisada e espalhado sobre ela os objetos que carregava na bolsa: frascos, pequenas ferramentas, folhas de ervas secas, um rolo de linha prateada, três moedas antigas, um pedaço de giz e uma quantidade absurda de outras coisas que Daiquiri não fazia ideia de como conseguiam caber ali dentro, além da quantidade exorbitante de livros que ele viu ela tirando pelo caminho. A bolsa em si não parecia especial, era feita de um tecido escuro, reforçada nas laterais e presa por uma fivela simples, o que chamava atenção era justamente a quantidade de coisas que Marina conseguia retirar dela e o brilho verde que emanava ao abri-la.

João estava sentado no chão, apoiado em uma parede, seus olhos estavam fixados na irmã, era como se ele estivesse tramando alguma maneira de perturbar sua paciência tão cedo.

— Juro, eu já vi caravanas gigantescas levando menos coisa do que essa sua bolsa de mulher. — Ele soltou uma risada, mas Marina não o olhou. — Tá tentando levar uma loja inteira para Arken?

— São apenas materiais básicos e necessários para a nossa viagem, você saberia se estudasse o básico da sobrevivência — ela soltou enquanto procurava mais coisas dentro da bolsa.

— Uau — João ficou em silêncio por um breve momento. — Saiba que isso não ajuda na sua defesa, só confirma que é neurótica.

Alexander apareceu logo em seguida, carregando um pedaço de carne de procedência duvidosa em uma mão e a enorme espada na outra.

— Garotos, a caravana está pronta pra partir.

— Tá vendo, irmã? — João apontou para Alexander. — É por isso que eu gosto do grandão, ele não carrega nada além da prioridade.

— A espada é prioridade — Alexander olhou para a lâmina.

— Eu estava falando da carne... Enfim, vamos indo então?

O homem-lagarto deu uma mordida generosa e passou por ele, indo em direção à caravana que estava se organizando em fila.

Daiquiri acenou para Alexander e se aproximou de Marina, com a coragem de quem não tem nada a perder, se aproximou de seu ouvido para sussurrar, mas ao invés de ser o mais discreto possível, chamou totalmente a atenção de João, que encarava os dois com desconfiança.

— Vocês vão ficar flertando até quando? — brincou ele. — Se for pedir a mão da minha irmã tem que me enfrentar em um duelo, sabe disso né?

— Não! — Daiquiri e Marina disseram em uníssono. — Não somos namorados!

— Relaxa, eu só estou avisando mesmo — João colocou um grande sorriso no rosto, abriu a mochila e puxou uma maça enrugada da bolsa. — Bom, vou deixar os pombinhos a sós, segredinhos não devem ser contados perante um terceiro, né?

Daiquiri estava vermelho como um tomate, sua expressão era de total vergonha, fechou os olhos bem forte e ao abri-los, viu João saindo dali e Marina o encarando com expressão quase inexistente, ele suspirou fundo e tomou o controle do seu corpo novamente.

— Então, Marina... — ele tentou sorrir, mas seu falso sorriso não enganava ninguém. — Você encontrou alguma coisa sobre a pessoa que estava nas ruínas? Ou algo sobre os símbolos nos pilares?

— Não, mas eu encontrei algo útil — ela puxou um pequeno pedaço de papel dobrado de dentro do seu grimório. — Você reconhece isso?

Daiquiri abriu o papel e era uma cópia de uma página antiga e escrita à mão, no centro havia o mesmo símbolo que haviam encontrado na estrada.

— De onde veio isso? — ele perguntou.

— De algumas anotações dos livros do meu pai — Marina apontou para uma das frases. — "Aquele que carregar a marca deverá ser levado até a fronteira de Aster antes que o terceiro sino seja escutado pelas nações."

— Me parece aquelas instruções que normalmente vem acompanhadas de um contexto, mas, cadê o contexto? — ele virou a página como se estivesse buscando outras anotações. — Só tem essa página?

— O contexto deve existir — respondeu ela. — Só não está nessa página.

— "Aquele que carrega a marca", isso é sobre mim? — ele olhou para as próprias mãos.

— Ainda — Marina pegou o papel das mãos dele.

— Eita... — a voz soou, Daiquiri e Marina olharam ao redor buscando quem havia dito a palavra, mas não encontraram ninguém, foi somente quando Daiquiri olhou para o teto que viu João pendurado em um pedaço de madeira. — Eu ouvi demais, desculpa — Ele acenou com uma mão e a madeira quebrou fazendo-o cair no chão. — Eu achava que vocês estavam de namorico, então vim me certificar.

— João! — Marina estava furiosa.

— Já pedi perdão! — ele se levantava. — Mas tá bom, eu adoro viajar com pessoas misteriosas que podem acabar me matando do nada — João levou a mão ao ombro de Daiquiri. — Sem ofensas, amigão. — mas já havia o ofendido. — Bom, vamos nessa!

A caravana deixou as ruínas pouco depois do amanhecer, a rota para Arken seguia por uma região que parecia ter sido abandonada havia muito tempo. A vegetação crescia de maneira irregular, tomando conta das pedras da estrada, e de tempos em tempos apareciam restos de construções enterrados parcial no solo. Em algumas delas, ainda era possível perceber o formato de casas ou pequenos santuários, não havia habitantes, animais domésticos ou qualquer sinal de vida recente.

Daiquiri seguia na frente com Alexander, enquanto Marina caminhava ao lado de uma das carroças e João alternava entre acompanhar os dois e conversar com os comerciantes. A viagem prosseguiu durante algumas horas sem incidentes, mas ninguém relaxou completamente, a notícia dos ataques já havia se espalhado pela caravana e, sempre que alguém percebia um movimento entre as árvores, as mãos iam imediatamente para as armas.

Foi próximo do meio-dia que um dos comerciantes gritou de uma das carroças, reclamando da rota.

— Se continuarmos assim, perderemos quase dois dias! E tempo é dinheiro, cachorrinhos do rei — era um dos insultos mais comuns quando o assunto eram guardas reais ou mercenários contratados para missões daquele tipo.

O homem, chamado Harlan, era o responsável pela maior parte das carroças da caravana, ele tinha pouco mais de cinquenta anos, uma barba curta e uma voz que parecia feita para discutir com qualquer pessoa que discordasse de seus planos e ideais. Ele havia sido o responsável pelo contrato da caravana e, desde que saíram de Valdora, demonstrava uma irritação constante com os atrasos causados por qualquer coisa que fugisse do planejamento original.

— A rota anterior era muito mais rápida! — continuou ele. — Não entendo por que precisamos fazer todo esse desvio, estamos pagando pela proteção, então o mínimo que vocês, cachorrinhos, devem fazer, é nos proteger.

— Existem monstros demais para a nossa quantidade de guardas — Alexander respondeu sem sequer olhar para trás. — Se realmente queria proteção, pagava mais caro.

— Seu cachorrinho desprezível — Harlan fechou a cara. — Eu paguei caro pela proteção, não pelo medo de monstros que vocês estão tendo.

— Isso não é medo, é precaução — Daiquiri parou e se virou.

Harlan riu.

— Ora, ora, seu pai nunca teria dito uma coisa dessa — Harlan sustentou o olhar por alguns segundos. — Seu pai, sim, era um homem corajoso e confiável, você não passa nem metade da metade da confiança que ele emanava, cãozinho mimado.

O comentário causou um silêncio imediato entre todos ali, João olhou para Daiquiri, Marina tirou os olhos do mapa e Alexander ficou imóvel, Harlan percebeu tarde demais o que havia dito.

— Perdão, garoto, eu não quis dizer—

— Tá tudo bem — interrompeu Daiquiri. — Só não use meu pai para justificar uma decisão egoísta que pode colocar as pessoas em risco.

— Só nos levem logo para Arken — Harlan desviou o olhar.

Daiquiri e Alexander voltaram a caminhar, João estava um pouco mais atrás, mas esperou alguns segundos antes de se aproximar dos dois.

— Ei amigos, eu não quero ser inconveniente, mas já sendo... Parece que todo mundo na caravana decidiu comparar o Daiquiri com o seu pai hoje, e todos eles só começaram a fazer isso, por causa do Harlan, ele está agindo de maneira mesquinha desde antes de sairmos.

— Você acha? — Daiquiri franziu a testa.

— A única coisa que acho, é que se eu ganhasse uma moeda para cada pessoa que diz conhecer seu pai melhor do que você, já teria dinheiro suficiente para comprar meu próprio castelo.

Marina se aproximou.

— Harlan não é o responsável original pelo contrato — ela disse. — Eu vi os documentos ontem à noite, o pagamento veio de uma conta comercial registrada em Valdora, mas o nome no contrato é de uma empresa de transporte que não existe mais, o Harlan está apenas sendo o administrador da caravana.

— Então temos duas opções — João abriu um sorriso. — Ou nossa viagem foi organizada por alguém muito desorganizado, ou foi organizada por alguém que não queria ser encontrado.

— Eu acredito mais na segunda opção — Alexander respondeu imediatamente.

Marina concordou com um movimento quase imperceptível da cabeça, Daiquiri olhou para trás, na direção de Harlan.

— Vocês acham que ele sabe por que estamos aqui? — perguntou.

— Acho que ele sabe mais do que está dizendo — João apoiou a mão no ombro de Daiquiri. — A parte boa é que ainda temos algumas horas até Arken para descobrir.

— E a parte ruim?

— Eu já li muitos, dois livros infantis, pra saber que alguma coisa vai tentar nos matar antes de chegarmos até lá.

Dessa vez, Marina sorriu de leve, estava surpresa pelo seu irmão ter dito que já leu dois livros durante toda a sua vida.

— Finalmente uma previsão razoável.

A caravana prosseguiu por diversas horas sem qualquer problema ou encontro com possíveis monstros pela estrada, mas o ataque aconteceu pouco depois do anoitecer, não veio da floresta, veio do céu.

O primeiro sinal foi uma sombra passando sobre a caravana, Daiquiri ergueu a cabeça e viu uma criatura alada descendo entre as nuvens. Seu corpo lembrava o de uma ave de rapina, mas tinha quatro asas e uma cauda longa coberta de placas ósseas.

Antes que alguém pudesse reagir, ela lançou uma descarga de energia contra a carroça da frente, o impacto fez a madeira explodir, cavalos relincharam e se soltaram das rédeas. As pessoas começaram a descer das carroças e correram, Harlan caiu no chão e tentou se proteger atrás de uma roda.

— Formação! — gritou Alexander.

Alexander avançou antes mesmo que a criatura pudesse completar o segundo mergulho, ele saltou sobre uma pedra e usou a própria altura para alcançar a asa da criatura, agarrando-a com uma das mãos. O movimento desviou o monstro suficiente para que ele errasse o alvo.

Daiquiri correu por trás de Alexander, saltou e atacou com sua espada, mas a espada atingiu um das placas ósseas do pescoço, fazendo a lâmina não penetrar na carne.

A criatura gritou de raiva.

— É muito resistente! — gritou João, já preparando uma flecha.

— Então seja útil e acerte onde não tem armadura! — Marina corria para perto de uma carroça enquanto preparava uma magia.

— Eu sei! Eu sei! — João disparou uma flecha, ela entrou no olho da criatura. — Eu sou realmente muito bom nisso! — ele ficou surpreso.

O monstro perdeu o equilíbrio, Alexander aproveitou a abertura, puxou-o para baixo e o lançou contra o chão, Daiquiri avançou com a espada, tentou desferir o golpe final, mas não conseguiu penetrar sua espada na carne da criatura. Alexander girou sua espada com uma mão e conseguiu matá-la com um só golpe.

Tudo aconteceu em poucos segundos, mas, quando a poeira baixou, Marina estava ajoelhada próxima à carroça destruída.

— Tem alguém aqui! — ela gritou.

Daiquiri e João se aproximaram, uma das rodas havia atingido um dos guardas, prendendo sua perna. Marina abriu a bolsa e retirou uma pequena serra de metal, ela cortou parte da madeira enquanto Daiquiri e Alexander levantavam a carroça juntos.

O guarda foi libertado e Marina começou a tratar o ferimento imediatamente. Enquanto trabalhava, ela percebeu algo estranho, dentro dos destroços havia uma pequena caixa de madeira, ela a puxou.

— Isso estava dentro da carroça?

Harlan apareceu ao lado deles rápido demais.

— É minha!

— É sua? E o que tem dentro dela? — Marina escondeu a caixa dentro da bolsa.

— É apenas uma mercadoria — ele disse enquanto tentava puxar a bolsa de Marina.

— Que pressa é essa? — Alexander se colocou entre os dois. — Por que você está querendo esconder ela?

— Não importa.

— Agora importa, eu tô curioso — João se aproximou.

Harlan tentou puxar a bolsa, mas Marina foi mais rápida e guardou-a dentro da própria bolsa, o comerciante arregalou os olhos e tentou saltar na garota, mas Alexander o ergueu com apenas uma mão.

— O que você acha que está fazendo, lagarto? — rugiu Harlan pressionando os dentes.

— Estamos guardando uma prova — Marina fechou a fivela da bolsa. — Devolveremos quando chegarmos a Arken.

— Isso não é assunto de vocês! — Harlan fez força e se arrancou da mão de Alexander, tentou passar por ele, mas Daiquiri se colocou ao lado de Alexander, aumentando assim a muralha que protegia Marina.

— A partir do momento em que uma criatura ataca nossa caravana por uma rota que deveria ser extremamente segura, se torna assunto nosso.

Harlan não respondeu.

Naquele momento, sua expressão começou a mudar, não transmitia medo, transmitia preocupação. Como se a existência daquela pequena caixa fosse muito mais importante do que qualquer uma das pessoas ao redor.

Marina percebeu e guardou aquela expressão na memória.

A caravana continuou viagem durante a noite, desta vez com os sobreviventes mais próximos uns dos outros. Ninguém discutiu mais sobre a rota, Harlan permaneceu em silêncio, e os guardas evitaram fazer perguntas.

Quando Arken finalmente apareceu no horizonte, as torres da cidade estavam iluminadas por dezenas de lamparinas, e o enorme portão de pedra se abriu lentamente para receber os viajantes.

Daiquiri observou as muralhadas, era a primeira vez que via a cidade, Arken havia sido construída sobre uma cadeia de montanhas baixas, com casas e torres erguidas umas sobre as outras. Templos antigos dividiam espaço com mercados e oficinas, enquanto pontes de pedra ligavam diferentes partes da cidade, acima de tudo, no centro de Arken, erguia-se uma torre branca que ultrapassava todas as outras construções.

— Aquela é a biblioteca — Marina observou a torre.

João assobiou.

— Então é ali que vamos descobrir todos os nossos segredos.

Alexander olhou para as muralhadas.

— Primeiro precisamos ter noção de quem está nos esperando pra saber com que iremos lidar, depois poderemos procurar respostas.

— E como sabe que tem alguém nos esperando? — João sentiu um arrepio.

Alexander apontou para cima das muralhas, no alto de uma das torres, um grupo de soldados observava a caravana se aproximando. Entre eles havia um homem usando uma armadura escura.

Daiquiri reconheceu o brasão em seu peito, era o mesmo símbolo encontrado na estrada, o mesmo símbolo que aparecia nos registros de Ezekiel. A pessoa levantou uma das mãos e os soldados abriram o portão, e, pela primeira vez desde que haviam deixado Valdora, Daiquiri teve a sensação de que eles não estavam chegando a Arken, eles estavam sendo recebidos.

Como se alguém soubesse exatamente quando chegariam, como se toda aquela viagem tivesse sido planejada antes mesmo que os quatro soubesse que partiriam em uma missão.

Marina tocou discretamente na própria bolsa, a caixa que havia guardando permanecia lá dentro, e sem que nenhum deles soubesse, carregava uma marca que também estava gravada em anotações antigas de Ezekiel.

Naquele momento, porém, havia coisas demais acontecendo para que percebessem, apenas Daiquiri continuava olhando para o homem no alto da torre e, pela maneira como ele o encarava, uma certeza começou a se formar na mente do garoto: aquele homem de armadura não estava olhando para a caravana, estava olhando diretamente para ele.

Thoughts

  • Lubs

    O Alexander mata o bicho com um golpe depois de toda a gente se esfalfar durante meia página. Coitado do Daiquiri, duas estocadas e nada, só osso.

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  • BeatrizSanto

    O Harlan a usar o pai dele para ganhar uma discussão sobre a rota, e a seguir a caravana inteira a fazer o mesmo o dia todo. Gente que diz ter conhecido o pai de alguém melhor do que o próprio filho o conhece, disso há em todo o lado, e nunca é sobre o pai, é sobre quem manda ali. O rapaz respondeu curto de propósito e foi a melhor resposta que tinha à mão.

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  • AndreiaPontes

    O Harlan não ser o dono do contrato muda o capítulo todo, o resto passa a ser consequência disso. Tens isto planeado até ao fim ou vais decidindo pelo caminho?

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  • visto2017

    A caixinha de madeira aparecendo justo na carroça que explodiu primeiro. Coincidência nenhuma, o timing ali foi bom demais.

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  • visaNegado

    Harlan chamando todo mundo de cachorrinho do rei e depois se escondendo atrás de uma roda quando a coisa desceu do céu, meu rei. Esse aí some no primeiro problema de verdade.

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  • thiaguinho

    O João pendurado no teto ouvindo tudo e ainda pedindo desculpa depois de cair no chão. Aposto que ele vai ser o primeiro a mexer na caixa que a Marina guardou, e sem avisar ninguém.

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  • Ovid

    O homem de armadura no alto da torre olhando direto para o Daiquiri e não para a caravana, isso fecha o capítulo num lugar bem desconfortável. Aposto que a caixa do Harlan e aquele brasão se encontram antes da biblioteca. Chegar numa cidade e descobrir que já te esperavam é pior que emboscada na estrada.

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