Numa cabana de palha
Afastada da cidade
Tranquila e calma
É onde morava a felicidade
Não havia tristeza
Afastado da população
E de toda essa avareza
Nunca houve solidão
Hoje, não há mais cabana
Sua estrutura foi destruída
Pelas mãos que sangram
O gosto pela ganância
Todos deveriam ter conhecido
O trivial encantador
Todos deveriam ter percebido
Este fim devastador
Ninguém conseguiu escutar
Esta história num final feliz
Todas as cabanas vão desabar
Neste cenário infeliz
Um dia, ele voltará a construir
Cada vez mais afastado
Quem sabe um dia irá conseguir
Manter-se solitário.