A vergonha é um nó que aperta o peito,
Um peso mudo que nos tira o jeito
O rosto queima e muda logo de cor,
Num misto estranho de timidez e dor
Os olhos buscam o abrigo do chão,
Enquanto acelera o próprio coração
A voz some e o silêncio faz morada,
A mente foge e não consegue ver nada
É uma sombra que se esconde no olhar,
O medo bobo de enfim fracassar
Mas quando o peito aceita o próprio erro,
A alma se liberta desse forte desterro.
03/09/26