Sobre os números do autismo, convém separar as coisas. O que subiu foi sobretudo o diagnóstico: os critérios alargaram-se nos anos noventa e hoje identifica-se gente que antes passava só por tímida ou esquisita. Os telemóveis não entram nessa conta, que eu saiba. Já a falta de conversa cara a cara percebo-a bem.
Bridgerton
Pensamento
Sobre os números do autismo, convém separar as coisas. O que subiu foi sobretudo o diagnóstico: os critérios alargaram-se nos anos noventa e hoje identifica-se gente que antes passava só por tímida ou esquisita. Os telemóveis não entram nessa conta, que e
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Depois de anos do lançamento dos livros e da vasta divulgação da série, retornei a admirar os Bridgerton. Não sou a Lady Whistledown, mas gostaria de escrever tão bem quanto ela. A sociedade seria bem melhor se estivéssemos menos conectados e mais ligados à literatura. Quem sabe não iríamos ler mais obras de arte como essa, a qual foi escrita por Julia Quinn e levada a televisão por Chris Van Dusen. Na minha mais singela opinião é que, com a maior proximidade através das telas de computadores, nossa proximidade social real limitou-se, o que não ocorre na série Bridgerton, uma vez que há interação social, ainda que em um mundo de fantasia escrito e televisivo. Além disso, junto com a tecnologia, reduziram-se os bons costumes, aumentaram-se os números de pessoas com espectro autista e, sem dúvida alguma, ficamos todos iguais: em tese, somos mais minimalistas, mas na verdade, somos totalmente consumistas e, sem dúvida alguma, totalmente irritadiços. Onde iremos parar? Algo me diz que o mundo não é mais confiável e essas frivolidades seriam melhores apreciadas, desenvolvidas intelectualmente e, por óbvio, escritas, por Lady Whistledown. Que venham mais cavalheiros e ladys capazes de tornar esse mundo melhor de ser vivido e aproveitado. Não quero viver uma fantasia irreal em convívio com a família Bridgerton, mas espero que a sociedade atual se inspire nessa amável série e se torne cada dia melhor e mais evoluída!
Thoughts
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PermalinkFiquei pensando que a Lady Whistledown também escrevia escondida, sem rosto, pra leitores que nunca viam ela. Talvez fosse a pessoa mais distante daquela sociedade toda, só que no papel. Acho graça nisso.
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PermalinkNa série toda a gente conversa, pois, mas metade é para arranjar casamento ou estragar o dos outros.
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PermalinkSobre os números do autismo, convém separar as coisas. O que subiu foi sobretudo o diagnóstico: os critérios alargaram-se nos anos noventa e hoje identifica-se gente que antes passava só por tímida ou esquisita. Os telemóveis não entram nessa conta, que eu saiba. Já a falta de conversa cara a cara percebo-a bem.
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PermalinkEquipa Whistledown ☕
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PermalinkA Lady Whistledown como modelo de escrita me fez pensar que ela é exatamente o tipo de autora que daria certo por aqui: observa todo mundo de longe e solta as crônicas para a cidade inteira ler. Aposto que tem gente aqui que ia gostar muito de ler uma coluna sua nesse estilo. Seja bem-vinda ao Seavien!
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