Li com calma e o que mais ficou comigo foi a última frase da carta ter vindo com outra tinta. Quer dizer que aquele papel passou por duas mãos pelo menos, e a segunda sabia de uma quarta que a primeira talvez nem quisesse contar. Aposto que foi a mulher da porta, a que sabe quem ela é, que escreveu aquele pedaço no fim.
As Capitolinas - Capítulo 1: Parte 1
Pensamento
Li com calma e o que mais ficou comigo foi a última frase da carta ter vindo com outra tinta. Quer dizer que aquele papel passou por duas mãos pelo menos, e a segunda sabia de uma quarta que a primeira talvez nem quisesse contar. Aposto que foi a mulher d
Conteúdo da publicação
AS CAPITOLINAS
Capítulo 1 — Mensagens para Capitu
A primeira coisa que chamou a atenção de Juliana Lacerda foi a ausência de propaganda.
Nenhum anúncio piscando.
Nenhum vídeo começando sozinho.
Nenhum botão dizendo “clique aqui e descubra seu amor verdadeiro”.
Nenhuma fotografia de um casal sorrindo diante de um pôr do sol impossível.
O site tinha fundo quase branco, letras pretas e poucos elementos na página.
No alto, centralizado, havia apenas o nome:
Logo abaixo, uma frase curta:
“Algumas coisas precisam ser ditas por alguém que não conhece você.”
Juliana ficou alguns segundos olhando para a tela.
— Estranho.
Ela estava sentada diante do computador da redação da Leopoldina, uma revista digital que sobrevivia entre grandes reportagens, pequenas obsessões e assuntos que ninguém mais tinha paciência para investigar.
Naquela manhã, a redação estava particularmente barulhenta.
Telefones.
Teclados.
Uma televisão ligada sem som.
O ar-condicionado funcionando acima do necessário.
Uma máquina de café reclamando de falta de água.
Juliana trabalhava em uma mesa próxima à janela. Do outro lado do vidro, a cidade parecia ter sido construída apenas para produzir buzinas.
Ela tinha recebido o endereço do site de uma amiga.
A mensagem dizia:
“Você precisa ver isso. É muito esquisito.”
Juliana respondeu:
“Esquisito como?”
A amiga demorou quase vinte minutos.
“Não sei explicar. Entra.”
Então Juliana entrou.
A página inicial era ainda mais simples do que ela imaginava.
Havia quatro opções.
Cartas.
Conselhos.
Astrologia.
Presentes.
E, no canto inferior, quase escondido:
Fale com uma Capitolina.
Juliana franziu a testa.
— Capitolina?
Ela clicou.
A nova página carregou lentamente.
Não havia fotografias.
Não havia nomes.
Apenas três desenhos pequenos de pássaros.
Um beija-flor.
Um colibri.
Um sabiá.
Embaixo de cada desenho havia uma palavra.
Beija-flor — amorosa.
Colibri — direta.
Sabiá — romântica.
Juliana encostou-se na cadeira.
— Ah...
Abriu uma nova aba.
Pesquisou o nome do site.
Depois outra.
Depois outra.
Pouquíssimas informações.
Algumas pessoas comentavam nas redes sociais sobre as cartas.
Uma mulher dizia que tinha recebido uma carta depois de terminar um relacionamento.
Um homem contava que tinha contratado uma mensagem escrita à mão para enviar à esposa.
Outra pessoa dizia ter recebido um conselho sobre uma traição.
Alguém afirmava que a Capitolina havia previsto o fim de um relacionamento.
Outra pessoa jurava que o conselho tinha salvado seu casamento.
E havia um comentário particularmente estranho:
“Nunca descobri quem escreveu. Talvez seja melhor assim.”
Juliana abriu o bloco de notas.
Escreveu:
MENSAGENS PARA CAPITU
Abaixo:
Quem são as Capitolinas?
Depois:
Por que ninguém conhece os rostos?
E, finalmente:
Quem escreve essas cartas?
— Juliana.
Ela levantou os olhos.
Era Marcos, editor da revista.
— Oi.
— Você está trabalhando?
— Estou pesquisando.
— Isso é uma resposta de quem está trabalhando ou de quem está procrastinando?
— Ainda não decidi.
Marcos aproximou-se.
— O que é?
Juliana virou o monitor.
— Um site de cartas de amor.
Ele olhou.
— Isso ainda existe?
— Parece que sim.
— E você quer fazer matéria disso?
— Quero descobrir quem são as mulheres que escrevem.
— Mulheres?
— As chamadas Capitolinas.
Marcos leu a tela.
— Parece nome de grupo secreto.
Juliana sorriu.
— Talvez seja.
— Tem audiência?
— Não sei.
— Tem alguma coisa interessante?
Juliana apontou para a tela.
— É justamente isso que eu quero descobrir.
Marcos ficou alguns segundos em silêncio.
— Faz.
— Sério?
— Faz uma matéria curta.
— E se tiver alguma coisa?
— Faz uma matéria grande.
— E se não tiver?
— Você escreve que não tinha nada.
Ele saiu.
Juliana voltou para a página.
No rodapé, havia uma pequena frase:
“Não somos terapeutas. Não somos juízas. Não somos suas amigas. Somos apenas mulheres que escutam.”
Juliana leu duas vezes.
Depois clicou em Cartas.
O sistema era curioso.
Havia cartas digitais, que custavam pouco.
Havia cartas físicas, enviadas pelo correio.
Havia cartas impressas em papel especial.
E havia a opção mais cara:
Carta manuscrita.
Juliana clicou.
A descrição dizia:
“Sua história será lida por uma Capitolina. A resposta será escrita à mão, colocada em envelope e enviada para o endereço indicado.”
Ela continuou lendo.
“Não prometemos respostas agradáveis.”
Juliana sorriu.
— Pelo menos são honestas.
Havia também uma opção chamada:
Carta sem destinatário.
Ela achou aquilo estranho.
Clicou.
“Para quem você precisa escrever, mas não consegue.”
O formulário aparecia logo abaixo.
Nome.
Idade.
Cidade.
Nome da pessoa.
Cidade da pessoa.
Tipo de relação.
E então:
Conte-nos o que aconteceu.
Juliana não preenchia.
Ela estava ali como jornalista.
Precisava observar.
Precisava entender.
Precisava descobrir como aquilo funcionava.
Não deveria interferir.
Mas então percebeu que uma reportagem sobre um serviço de cartas amorosas seria bastante superficial se ela mesma não experimentasse.
Pegou o celular.
Abriu o aplicativo de mensagens.
Pensou em algumas pessoas.
Não.
Seria estranho.
Pensou em inventar uma história.
Também não.
Depois teve uma ideia.
Criaria uma carta para alguém que nunca receberia aquela carta.
Uma pessoa fictícia.
Um homem chamado Daniel.
Daniel seria alguém que ela conheceu na faculdade.
Não havia Daniel.
Não havia relacionamento.
Não havia história.
Mas haveria uma situação.
Juliana começou a escrever.
“Eu gosto de um homem que não sabe que gosto dele.”
Parou.
Apagou.
Reescreveu.
“Existe uma pessoa que ocupa um espaço na minha cabeça que talvez não mereça.”
Parou novamente.
— Isso ficou bom.
Continuou.
Contou sobre uma suposta relação mal resolvida.
Sobre mensagens não respondidas.
Sobre a sensação de esperar alguém que não prometeu voltar.
Não exagerou.
Não criou uma tragédia.
Escreveu como se estivesse confessando algo.
Quando terminou, o formulário perguntou:
“Você deseja escolher uma Capitolina?”
As três apareceram.
Beija-flor.
Colibri.
Sabiá.
Juliana passou o mouse sobre os nomes.
Cada uma tinha uma pequena descrição.
Beija-flor:
“Para quem precisa de acolhimento.”
Colibri:
“Para quem precisa ouvir aquilo que ninguém teve coragem de dizer.”
Sabiá:
“Para quem ainda acredita que algumas histórias merecem uma segunda chance.”
Juliana ficou olhando.
Escolheu Colibri.
— Vamos ver se você é mesmo ácida.
Pagou.
A tela confirmou.
Sua carta foi recebida.
E abaixo:
“Agora espere.”
Juliana fechou o computador.
Dois dias depois, ela recebeu um e-mail.
O assunto era:
Sua mensagem para Capitu.
Abriu.
Havia apenas algumas linhas.
“Juliana,
você escreveu sobre um homem que não existe. Mas escreveu como quem gostaria que ele existisse.
Isso talvez seja mais importante do que o homem.
Você não está esperando uma pessoa. Está esperando que alguém ocupe o lugar que você já preparou.
Talvez o problema não seja ele não responder.
Talvez seja você continuar fazendo perguntas para alguém que nunca fez parte da conversa.
— Colibri.”
Juliana ficou imóvel.
Leu novamente.
Depois uma terceira vez.
Não porque tivesse se emocionado.
Porque aquilo não fazia sentido.
Ela não havia usado seu nome verdadeiro na história.
Não tinha mencionado nada sobre sua vida.
Não havia contado absolutamente nada que pudesse revelar alguma coisa.
E, ainda assim, havia uma frase que a incomodava.
“Você escreveu como quem gostaria que ele existisse.”
Juliana recostou-se.
— Como é que você sabe?
Abriu o site.
Procurou um contato.
Encontrou apenas:
Fale com as Capitolinas.
Clicou.
“Você pode responder à sua Capitolina por e-mail.”
Juliana escreveu:
“Como você sabe que ele não existe?”
Enviou.
A resposta chegou vinte minutos depois.
“Porque você inventou um nome.”
Juliana arregalou os olhos.
Olhou para a tela.
Ela não tinha escrito que o nome era inventado.
Não havia explicado.
Voltou ao formulário.
Talvez tivesse alguma informação automática.
Talvez o site tivesse acesso ao navegador.
Talvez houvesse algum mecanismo de inteligência artificial.
Talvez.
Ela fechou o e-mail.
Abriu outra aba.
Pesquisou o código do site.
Nada.
Não havia nenhuma explicação evidente.
No dia seguinte, Juliana foi até a redação decidida a descobrir quem estava por trás daquilo.
O endereço comercial ficava em São Paulo.
Não era uma grande empresa.
Não havia placa.
Era uma sala em um edifício antigo, numa rua movimentada, perto de uma região cheia de escritórios pequenos.
Juliana chegou pouco depois das dez da manhã.
O prédio tinha paredes claras, piso gasto e um elevador antigo que fazia um barulho preocupante antes de abrir as portas.
No segundo andar havia uma clínica.
No terceiro, um escritório de contabilidade.
No quarto, uma empresa de arquitetura.
No quinto...
Mensagens para Capitu.
Juliana parou diante da porta.
Não havia logotipo.
Apenas uma pequena placa branca.
Ela bateu.
Nada.
Bateu novamente.
Uma mulher abriu.
Juliana não conseguiu ver muito.
A porta permaneceu parcialmente fechada.
— Pois não?
— Bom dia. Eu sou Juliana Lacerda, da revista Leopoldina.
A mulher ficou em silêncio.
— Estou fazendo uma reportagem sobre o site.
— Entendi.
— Gostaria de conversar com alguém responsável.
— Sobre o quê?
— Sobre as Capitolinas.
A mulher sorriu.
— Isso é complicado.
— Por quê?
— Porque elas não recebem jornalistas.
— Nenhuma?
— Nenhuma.
— Posso saber por quê?
— Porque não são personagens.
Juliana ficou surpresa.
— Como assim?
— As pessoas não precisam saber quem elas são.
— Mas vocês vendem cartas escritas por mulheres que usam codinomes.
— Sim.
— E ninguém sabe quem são essas mulheres?
— Não.
— Nem vocês?
A mulher sorriu novamente.
— Eu sei quem eu sou.
Fechou a porta.
Juliana ficou parada no corredor.
— Isso foi uma entrevista?
A porta não abriu.
— Foi?
Nada.
Juliana anotou:
Primeira tentativa: fracasso.
Mas colocou um ponto de interrogação ao lado.
Naquela noite, Juliana voltou ao site.
Dessa vez, entrou na seção de astrologia.
O serviço era diferente.
Não havia promessas de futuro.
O texto dizia:
“Astrologia não é sentença. É linguagem.”
Ela gostou da frase.
Havia mapas astrais personalizados.
Compatibilidade entre duas pessoas.
Leitura de períodos emocionais.
E um serviço chamado:
“Pergunte ao céu.”
Juliana clicou.
A descrição:
“Faça uma pergunta. Nós não prometemos que o céu responderá.”
Ela riu.
— Vocês gostam mesmo disso.
Dessa vez escolheu Sabiá.
Escreveu:
“Uma pessoa pode amar alguém e, mesmo assim, escolher não ficar?”
Enviou.
A resposta veio algumas horas depois.
“Pode.
E às vezes esse é o amor mais difícil de aceitar.
Amar alguém não cria uma obrigação de permanência.
Mas também não transforma a partida em prova de amor.
Algumas pessoas vão embora porque não amam.
Outras vão embora justamente porque amam.
Você só descobre qual das duas coisas aconteceu quando para de inventar explicações para o silêncio.”
Juliana ficou olhando.
Dessa vez não sentiu surpresa.
Sentiu irritação.
— Vocês fazem isso de propósito.
Abriu uma nova mensagem.
“Vocês conhecem astrologia?”
Resposta:
“Algumas de nós.”
“Quantas são?”
Nenhuma resposta.
“Três?”
Silêncio.
“As três Capitolinas são as mesmas mulheres que escrevem as cartas?”
Nada.
“Vocês são três?”
Depois de alguns minutos:
“Boa noite, Juliana.”
Ela ficou olhando para o monitor.
— Elas sabem meu nome.
Não havia escrito o nome naquela conversa.
O site sabia.
Ou alguém sabia.
Juliana fechou o computador.
Na semana seguinte, começou a investigar clientes.
Encontrou histórias.
Muitas.
Um homem de Recife havia enviado uma carta manuscrita para a esposa depois de vinte anos de casamento.
Uma mulher de Curitiba havia pedido ajuda para escrever uma mensagem de despedida.
Um rapaz de Manaus tinha contratado uma carta para pedir perdão.
Uma senhora de Belo Horizonte havia comprado uma carta para o marido falecido.
Nesse último caso, Juliana parou.
Leu o depoimento.
A mulher havia escrito:
“Eu sei que ele não vai receber. Mas precisava colocar no envelope.”
A Capitolina respondeu:
“Algumas cartas não são feitas para chegar. São feitas para terminar uma história.”
Juliana ficou alguns segundos em silêncio.
Aquela frase a atingiu de maneira diferente.
Talvez fosse isso que o site vendesse.
Não cartas.
Não astrologia.
Não conselhos.
Talvez vendesse a possibilidade de dizer alguma coisa sem precisar enfrentar imediatamente a pessoa que deveria ouvir.
Era uma espécie de confessionário sem religião.
Um consultório sem diagnóstico.
Uma amiga sem intimidade.
Uma desconhecida que não podia decepcionar você porque você nunca a conheceu.
Juliana começou a entender.
E isso a deixou ainda mais curiosa.
Na sexta-feira, decidiu fazer outra experiência.
Dessa vez não inventaria nada.
Escreveria sobre algo verdadeiro.
Não sobre um namorado.
Não sobre um amor.
Sobre ela mesma.
Abriu o formulário.
Escolheu Beija-flor.
Escreveu:
“Tenho medo de descobrir que talvez eu não seja tão boa jornalista quanto imagino.”
Ficou olhando para a frase.
Depois escreveu:
“Às vezes acho que preciso parecer inteligente o tempo inteiro.”
Apagou.
Reescreveu.
“Tenho medo de ser mediana.”
Enviou.
A resposta chegou no fim da tarde.
“Juliana,
ninguém que realmente teme ser mediano está tão preocupado com o próprio tamanho quanto imagina.
Você está procurando uma resposta que diga que é especial.
Não vou dizer.
Talvez você seja. Talvez não.
O problema é que isso não deveria decidir se você continua fazendo aquilo que gosta.
Com carinho,
Beija-flor.”
Juliana sorriu.
— Finalmente alguém normal.
Imprimiu a mensagem.
Colocou sobre a mesa.
Depois percebeu uma coisa.
As três eram diferentes.
Beija-flor acolhia.
Colibri cortava.
Sabiá romantizava.
Mas nenhuma delas parecia escrever como uma máquina.
Havia ritmo.
Havia humor.
Havia personalidade.
Havia pequenas imperfeições.
Havia mulheres ali.
Isso era evidente.
Mas quem?
Na segunda-feira seguinte, Juliana recebeu uma encomenda.
Um envelope pardo.
Seu nome estava escrito à mão.
Juliana Lacerda.
Sem remetente.
Ela abriu.
Dentro havia uma folha dobrada.
Papel espesso.
Uma pequena flor seca estava presa no canto.
A carta começava:
“Você perguntou demais.”
Juliana congelou.
Continuou.
“Não procure tanto o rosto.
Procure o que as pessoas contam quando acham que ninguém está ouvindo.”
Não havia assinatura.
Somente:
C.
Juliana sentou-se.
Leu tudo.
Era uma resposta à reportagem que ela ainda nem havia publicado.
A carta terminava:
“Se quiser conhecer as Capitolinas, escreva sobre as pessoas que precisam delas.
Nós aparecemos depois.”
Juliana olhou para a janela.
A cidade continuava igual.
Carros.
Prédios.
Pessoas andando apressadas.
Uma mulher atravessando a rua com uma criança.
Um homem fumando sozinho.
Um casal discutindo perto de um ponto de ônibus.
Tudo absolutamente normal.
Ela voltou os olhos para a carta.
Na parte inferior, havia uma última frase.
Escrita com outra tinta.
“E não conte ainda sobre a quarta.”
Juliana parou de respirar por um instante.
Quarta?
Ela virou a folha.
Nada.
Olhou o envelope.
Nada.
Pegou o celular.
Entrou no site.
As três Capitolinas continuavam lá.
Beija-flor.
Colibri.
Sabiá.
Três pássaros.
Três vozes.
Três mulheres.
Ou talvez não.
Juliana abriu o editor de texto da revista.
Digitou o título.
Apagou.
Digitou novamente.
AS CAPITOLINAS
E começou a escrever.
Não sabia ainda que aquela reportagem não terminaria na redação.
Não sabia que algumas cartas poderiam atravessar cidades.
Não sabia que algumas pessoas pagavam para dizer aquilo que jamais conseguiriam dizer olhando nos olhos.
Não sabia que o site escondia muito mais do que três mulheres.
E, principalmente, não sabia quem havia enviado aquela carta.
Juliana fechou o computador naquela noite às 23h47.
Antes de ir embora, recebeu uma última notificação.
Ela abriu.
Era uma mensagem automática.
“Sua experiência foi concluída.”
Abaixo:
“Obrigada por participar.”
E, por último:
“No próximo capítulo, Juliana Lacerda contará o que aconteceu quando decidiu enviar uma carta física para uma pessoa que jamais deveria recebê-la.”
Juliana leu.
Franziu a testa.
— Eu não escrevi isso.
A tela atualizou sozinha.
A mensagem desapareceu.
Ficou apenas a página inicial.
Fundo branco.
Letras pretas.
Três pássaros.
Beija-flor.
Colibri.
Sabiá.
E aquela frase:
“Algumas coisas precisam ser ditas por alguém que não conhece você.”
#romance #historiasdeamor #cartasdeamor #amores #paixao #relacionamento #coracao #sentimentos #amor #romanticismo #literatura #literaturaderomance #ficcaoromantica #escrita #escritor #contodeamor #historiasromanticas #conselhosamorosos #cartas #ascapitolinas
Thoughts
-
PermalinkLi com calma e o que mais ficou comigo foi a última frase da carta ter vindo com outra tinta. Quer dizer que aquele papel passou por duas mãos pelo menos, e a segunda sabia de uma quarta que a primeira talvez nem quisesse contar. Aposto que foi a mulher da porta, a que sabe quem ela é, que escreveu aquele pedaço no fim.
Related posts
-
O Deserto de Asfalto - Parte 1
O último estrondo dos fogos artificiais sacudiu o teto do auditório.
-
Imortalizar-te-ei.
Tu podes o fim idealizar entre nós,
-
Ele não se foi, só está uma volta à frente
"Senna bateu forte." Essas três palavras, que ouvi de um narrador na TV na minha infância, marcaram um momento que mudou a história da Fórmula 1 em 1994. Desde então, os feitos de Ayrton Senna se…
-
Refém da Agenda.
Toda menina que cresce ouvindo "e foram felizes para sempre" antes de aprender a tabuada sai da infância com uma economia particular: ela acha que casamento é o prêmio final, não a abertura de um…
-
Cheiro de lápis.
Na lotação, ela sentou-se ao meu lado.
-
Otsirc Susej, o homem que tinha amor pra dar
OTSIRC SUSEJ
-
O Menino da Cruz
Êêê... boi...eia boiada.....
-
GABRIEL VS AMANDA= O VENCEDOR É?( VOCE DECIDE NOS COMENTÁRIOS..)
Gabriel: seu amigo é um sem vergonha amiga não gosto dele
AS CAPITOLINAS