Essa ausência de vida
Esse vazio enorme Essa falta de amor
Essa falta de sorte,
Que tédio !
Essas noites de angústia,
esses dias de cão,
essa fossa tão grande,
essa madorna sem sonhos !
Que tédio!
Esses tempos de outrora
essa saudade sem nome
esses pedidos de preces,
essa luta sem glória.
Que tédio !
Esses reclamos sem voz
Esses nomes ausentes
Essas cartas perdidas
Essas respostas do além.
Que tédio !
Esses gritos que brado
esses apelos que faço
essas mãos que acenam
esse corpo cansado.
Que tédio !
Esses instantes finais
essas prosas em versos
essa palavras indóceis
esse tédio que escrevo...
É fossa !