- Olá, você.
Fechei os olhos ao escutar o sussurro da silhueta familiar que existe dentro do que considero como alma. Ou consciência. Ecoando um chamado sutil, inevitável, trepidando o coração que logo reconhece a própria voz.
- Te assisti usando mais uma fechadura e me entregando a chave. Era... Enevoada. Mal pude tocá-la. O que essa significa , além de um reflexo seu, que me representa? É como a sinto. Quase inexistente. Como um resquício de memória que perambula sem ter onde se apegar para se manter no plano cósmico. E aqui, não sei diferenciar se a pergunta é sobre a fechadura, sobre a chave ou sobre... Nós.
Abrindo os olhos, encarando o vazio frio da noite, questionei sem encontrar uma resposta:
— Quantas restaram?...
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