Anacoluto, somos números ímpares
O que sobra no meio da equação
Quem lembra um do outro quando ficamos no vao
A solidão dos que sobram se colide
Ainda da certeza da minha posição
Nos encontramos onde nos deixaram
E por isso ninguém nos encontra
Meu amor nasce nos espaços de uma régua
Ele cabe no intervalo de um suspiro
Mas é a distância da flecha que se move no infinito
É o caminho que aquiles faz ate a tartaruga
Ele cabe na palma da minha mão
Mas se derrama pelo chão e vaza por toda a cidade
Ele desagua no oceano e me faz sorrir debaixo d'água
Evaporado, condensado, ele chove em mim
E faz todo nosso amor renascer todo dia