Engradados nos compartimentos translúcidos
Prístinos momentos resguardam o mundo
Sob ordem sistemática, do tempo, apresto,
Calvo e fresco;
Para o rebento inobstante, alto e fresco
Antes bolas e duelos, agora cravos e tulipas
E certas coisas, como melodias, permanecem vivas
As variedades companheiras e os mantidos,
Abandonados ou írritos;
Eterno vice-versa dos portentos e cadimos.
O Expresso e o oculto em imagens reclama
O gráfico pleno e a rendida estampa
O que de fora vive e o que enquadro:
Mnemotécnicamente falso;
A ânsia do espaço e do papel vem num disparo.
Pinocchio andando gritante e a pessoa estática
Não conhece consequências catilinárias
De onde, como e por que quem e aquilos
Da realidade e fantasia ídolos
Pendulares sentimentos idos e assistidos.
A poeira guardada, somática ou fotografada
Diria silente para a matéria angustiada:
Que tudo que míngua pulsa e o que dilata
Retrai; a docência das páginas
E dos olhos de inveja circunvolucionam a partida.
Os mais bonitos rosulhos da vida
Persistem ao tempo até a última vasca.