Gostei!
AI, DONA FEIA:
Pensamento
Gostei!
Conteúdo da publicação
"Ai dona fea, foste vos queixar que nunca vos louv'en meu trobar..." — João Garcia de Guilhade
Do amor cujo amar incendeia daquela dona bela, faz desprezo à causa de amá-la a por que tenho donzela: ai, fosse eu dela, dona feia; que não ficasse contigo e fosse dela, dona feia; que fosse ficar comigo ela e não eu com ti, dona feia; porque não amo ti como amei-a, dona feia!
Pequeno poema, inspirado na cantiga original de mesmo nome, cuja, creditada pelo autor da citação logo acima, onde o eu lírico faz da queixa da "dona feia" que negligência em suas poesias em seu maldizer.
Thoughts
-
PermalinkA cantiga do Guilhade é a que toda a gente estuda como exemplo de escárnio, o elogio que afinal é insulto. Aqui a dona feia deixa de ser só o alvo da troça e passa a ser a pessoa a quem ele confessa que ama outra, o que é quase mais cruel.
Estou do lado dela, coitada.
-
PermalinkGostei!
-
PermalinkFazer uma cantiga de escárnio de oitocentos anos ganhar uma resposta me fez pensar em como esses poemas antigos sempre foram conversa: alguém fala mal, alguém devolve. Aposto que tem gente aqui que nunca ouviu falar do Guilhade e vai atrás da original depois de ler isto. Muito bom te ver chegar assim!
Related posts
-
A Marca de Caim
Eu ouço a sua voz,
-
Tu me amas ?
Tu me amas ? Se ainda me amas grite meu nome ao vento para que eu possa ouvir
-
Tempo perdido.
A roda da vida gira, e o tempo inexoravelmente passa.
-
A carta de Clark
Sozinho, depois de uma briga, saí para pescar, para me acalmar. Horas se passam e eu me acalmo. Antes de ir, dei a última pesca: "Nossa, peguei uma garrafa. Tá amarrada? Por quê?"Depois que abri, vi…
-
Fazer extra...
Um dia de esforço, uma hora a mais,
-
A estalagem - rascunho/feedback
Início de um conto novo numa linguagem que não domino. Gostaria da opinião de vocês sobre esse esboço até aqui. Fico grato.
-
VERSINHO QUE PASSARÁ
Quando você passou por mim, eu, Bem-te-vi Sabiá que era amor,
-
pequena miss drama.
2025.
"Ai dona fea, foste vos queixar que nunca vos louv'en meu trobar..." — João Garcia de Guilhade