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ADVERTÊNCIA

RicardoC
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HoracioMelo

Que coragem de escrever assim, advertindo e apaixonado ao mesmo tempo!

Que coragem de escrever assim, advertindo e apaixonado ao mesmo tempo!

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ADVERTÊNCIA

Cuidado: Pouco custa eu me apegar!
Mas se me sorris tão terna, menina,
Como posso cuidar da minha sina
Por amiúde e tanto eu te mirar?

Não... Talvez seja ousado o meu olhar
E me sorris assim por feminina.
Acontece, porém, que desatina
O pensamento logo ao t’encontrar.

Mas, se as coisas chegaram a esse nível,
Não faças tu igual outras mulheres,
Que aos poucos têm me feito um insensível.

Advertida és, por fim, de meus quereres
E d'esse coração tão suscetível:
"Não me tentes se tu não me quiseres..."

Betim - 02 07 1996

Thoughts

  • escalaLonga

    Gostei de cada verso dizendo uma coisa enquanto tira a razão de outra. Aviso contraditório.

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  • atepagina50

    Parece escrito por quem vê o risco inteiro e mesmo assim não consegue sair dele. Ou nem quer.

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  • aeroportoCinza

    Lendo na madrugada parece escrito por quem já aprendeu a dor mas tenta avisar antes. Sabe que não chega a tempo mesmo.

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  • Nal

    Aquele momento de avisar alguém e saber que o aviso não vai servir. Conheco bem.

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  • Ovid

    Aquele último verso me fez pensar em todas as advertências que a gente escreve sabendo que é tarde. O coração já aviou, mas as palavras chegam depois. Esse tem a verdade toda, mas tem uns trinta anos de atraso também. Escrito em 96 e parece que saiu de hoje.

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  • HoracioMelo

    Que coragem de escrever assim, advertindo e apaixonado ao mesmo tempo!

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