A mentira
De cidade,
Casa, pessoas,
Família,
Amor é esgoto.
Fui até lama
Pra aprender
Aventura,
Castidade,
Fraqueza
Sobre
Meu destino.
Quem jamais
Seria como mãe?
Sim, seria pior que ela.
Seria apenas
Boa meretriz.
Prostituição,
Só nunca me pagaram.
Prostituição
Foi jogo,
Foi prazer,
Foi lastimável.
Ela, ocasião
Da minha consciência
De hoje,
Amadurecimento da velhice.
Certeza
Que pequei muito.
Mente, olhos,
Boca e coração
Vivem muita ilusão,
Mas jamais querer ir
Pra razão.
Sofrer,
Depender,
Uma droga,
Coco, crack,
Algo pesado
Que entra
E nunca sai.
Há duas opções:
Cadeia ou morte.
Apenas eu vivo.
Que certeza!
Meu destino
É pranto de comida,
Do que morrer,
Real, sentindo ignorância.
Mentira,
Muito exato,
Ser clara,
Que viver confusão.
Certeza que tudo tem preço.
A Terra é
Grande lição.
Bem e mal,
Você vive seu livro-arbítrio.
Engana.
Eu vivo deixando
De fazer novela,
Cair na realidade.
Você, mais um obstáculo
Pra chegar até a salvação...
Ana Cristina Poronhak de Carvalho