Uma guerra mental sem fim
Há batalhas que não deixam cicatrizes na pele,
mas rasgam a alma em silêncio.
Ninguém vê os tiros,
ninguém ouve as explosões,
mas dentro de mim o combate nunca termina.
Os sentimentos não chegam um de cada vez.
Eles invadem.
Se empurram.
Se misturam.
Tristeza vestida de raiva,
cansaço disfarçado de indiferença,
medo escondido atrás de um sorriso cansado.
É uma nuvem pesada, escura e sufocante,
feita de tudo aquilo que não consegui dizer.
Ela paira sobre meus pensamentos,
transformando cada passo simples
em uma montanha impossível de escalar.
Às vezes não quero vencer o mundo.
Não quero provar nada a ninguém.
Não quero ser forte o tempo inteiro.
Só queria acordar e sentir leveza.
Respirar sem carregar tempestades.
Viver um dia comum.
Um dia sem o peso do ontem.
Sem a ansiedade do amanhã.
Sem cobranças.
Sem fantasmas.
Sem a sensação constante
de que minha própria mente me mantém preso.
Porque viver por viver é cansativo.
É caminhar com correntes invisíveis nos pés.
É sorrir enquanto a alma implora descanso.
É existir quando tudo o que se deseja
é sentir que está realmente vivo.
Mas mesmo no caos,
mesmo quando a guerra parece infinita,
existe uma parte de mim que resiste.
Pequena...
Frágil....
Quase....
apagada....
Mas resiste....
Porque no fundo, eu não quero desistir da vida.
Eu quero desistir do peso.
Quero abandonar os excessos, os medos, as dores.
Quero silenciar o barulho da mente
e ouvir apenas o som simples da paz.
E talvez a verdadeira vitória
não seja vencer todas as batalhas.
Talvez seja apenas encontrar,
em meio ao campo de guerra,
um instante de silêncio...
...e finalmente descansar!