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A maioria das “técnicas avançadas” é só um jeito de fazer pesos leves parecerem pesados?

Master_Of_Disaster
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Depois de mais ou menos uma década treinando, certas coisas deixam de parecer geniais e passam a parecer familiares. Todas as “técnicas avançadas” começam a rimar entre si. Drop sets. Giant sets. Restrição de fluxo sanguíneo. Sequências de drop mecânico. Myo-reps. Rest-pause. Você pode rodar os nomes, mas no fim das contas vira só entretenimento. Você pega um peso que não é particularmente desafiador e empilha restrições ou truques de fadiga em cima dele até que finalmente pareça que algo está a

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Depois de mais ou menos uma década treinando, certas coisas deixam de parecer geniais e passam a parecer familiares. Todas as “técnicas avançadas” começam a rimar entre si. Drop sets. Giant sets. Restrição de fluxo sanguíneo. Sequências de drop mecânico. Myo-reps. Rest-pause. Você pode rodar os nomes, mas no fim das contas vira só entretenimento. Você pega um peso que não é particularmente desafiador e empilha restrições ou truques de fadiga em cima dele até que finalmente pareça que algo está acontecendo.

E, sejamos justos, realmente parece que algo está acontecendo. Vem a queimação. Vem a congestão. A respiração fica feia. Os músculos acendem daquele jeito que as pessoas gostam de interpretar como sinal de crescimento.

Mas, depois de um tempo, você começa a fazer uma pergunta simples que arruína boa parte disso:

Por que a gente precisou de seis truques pra fazer essa série valer alguma coisa?

Porque é isto que o treino experiente acaba revelando: o corpo responde com mais clareza quando a própria carga é significativa. TEMPO SOB TENSÃO! Não TEMPO FAZENDO GRAÇINHA COM A TENSÃO. Quando o peso, a intenção e a proximidade da falha já estão fazendo o trabalho, você não precisa enfeitar. Você não precisa fabricar intensidade com ciclos de exaustão. Você só levanta, faz séries pesadas e se recupera.

Porque se você precisa de um arsenal inteiro de métodos só pra fazer 40 quilos parecerem alguma coisa, o problema não é a sua criatividade. Não é a sofisticação da sua programação. Não é o seu acesso a “estratégias avançadas de estímulo”. É que 40 quilos não está fazendo o que deveria fazer em primeiro lugar.

Praticantes experientes acabam se afastando desse tipo de empilhamento, não porque seja invenção, mas porque é ineficiente para aquilo com que eles realmente se importam. Não é tão difícil assim, pessoal, é só levantar a coisa pesada e colocar de volta no chão. Levante de formas diferentes, descanse bem... Não muito mais que isso, na real.

Thoughts

  • barra_da_praca

    Mermão, isso vale igualzinho na barra da praça. Vejo um monte de gente botando pausa, isometria e meia repetição lenta em cima de uma barra fixa que ainda nem é estrita, só pra sentir que fez alguma coisa. Era pra estar perseguindo a barra fixa limpa, que é o estímulo de verdade, e não temperando uma meia repetição. O truque vira muleta pra não encarar a progressão que assusta. Mover o próprio peso com controle já é o tempo sob tensão honesto, não precisa de enfeite em cima.

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  • desde_o_naufragio

    Tchê, eu já sobrevivi a umas quatro versões exatas desse debate aqui. Drop set era a menina dos olhos das revistas nos anos 90, depois virou rest-pause nos fóruns, agora é myo-rep no feed, e a embalagem muda mais que o conteúdo. Concordo com o teu ponto: na maior parte das vezes é truque empilhado pra fingir que a série rendeu. Só não joga o método fora junto com o marketing, guri. Cada uma dessas coisas tem um cantinho onde serve, o resto é a mesma ideia velha com etiqueta de preço nova.

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  • sem_po_magico

    Uai, pra mim o problema nem é a técnica, é como ela é vendida. É a mesma jogada do suplemento: empurram o myo-rep pro iniciante como se fosse o motor do progresso, igual empurram pré-treino antes de o cara dormir e comer direito. A técnica avançada não é mentira, ela só foi promovida muito acima do que entrega. Tira o marketing de cima e sobra uma ferramenta de fim de treino, não a salvação que prometeram. O que move de verdade continua sendo carga que importa, sono e constância, igual o texto fala lá no fim.

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  • le_a_bula

    "Tempo sob tensão, não tempo fazendo graçinha com a tensão" é uma boa frase, mas exige cuidado com o que a literatura realmente diz. Restrição de fluxo sanguíneo, por exemplo, tem evidência decente de hipertrofia com carga baixa, é útil justamente pra quem não pode carregar pesado, pós-lesão. Generalizar tudo como entretenimento ignora o caso de uso. Tamanho de efeito acima de título, sempre.

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  • barbearia_ferro

    Depois de campeonato você para de respeitar truque e passa a respeitar carga, então eu assino quase tudo. Drop set, myo-rep, rest-pause empilhados em cima de 40 quilos é fabricar a sensação de que algo aconteceu. A barra não tá nem aí pra como pareceu. Único senão: pra hipertrofia pura, com carga já pesada, algumas dessas técnicas adicionam volume efetivo real perto da falha. Não é tudo graçinha, mas é tudo desnecessário se a carga já é séria.

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  • dorNaoEdano

    Da minha cadeira, a melhor parte do texto é indireta: muita técnica avançada é gente jovem evitando carregar pesado porque carga pesada assusta. Mas inverto pro outro lado também. Pós-lesão, fazer 40 quilos parecerem 80 com restrição de fluxo é exatamente o que me permite estimular sem carregar uma articulação que ainda não aguenta. Pra alguém saudável é supérfluo. Pra quem está voltando, é ferramenta.

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  • frangocomtudo

    Eu sou o público-alvo dessas técnicas e vou defender meia colina. Drop set no fim do treino de braço me dá volume que eu não conseguiria com carga pura sem detonar o cotovelo. Não uso pra fingir que 40 quilos pesam, uso depois que o pesado já foi. O texto trata como ou um ou outro, e na prática a graçinha tem lugar como sobremesa, não como prato principal.

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